terça-feira, 3 de agosto de 2010

Viver? Amar! Morrer...

Viver e morrer. Somos feitos pra isso. Só isso. E, ainda que exista quem está morto em vida, todos temos a vocação de viver, e, um dia, de morrer. Temos ao nosso lado pessoas com as quais convivemos todos os dias, mas nem todo dia entendemos que é preciso ‘amá-las como se não houvesse amanhã’. Já paguei caro por isso. Quando minha mãe se foi, só o que ficou em mim foi o vazio do abraço que faltou. Do carinho e das palavras não ditas. E eu, que sou apenas uma criança, queria poder voltar muitos anos no tempo para vê-la e senti-la com o pouco de conhecimento que hoje tenho a respeito do que significa viver.
Só que não dá.
Faz quase quatro anos que ela se foi. Ainda sinto. Ainda é difícil às vezes. Ainda tenho vontade de chorar de vez em quando. Mas não tenho o direito.
E todos nós morreremos. Alguns antes, outros depois. Muitos daqueles que agora estão à sua volta serão tragados pela estúpida e sorrateira morte, e o que você fez? O que eu fiz?
Hoje, quando penso em não gostar de alguém, decido que ninguém merece isso. Ninguém que me rodeia merece ser odiado em vida. Se as pessoas erram, pode ser porque não aprenderam a acertar, e minha obrigação é a de apenas ajudá-las. Ora, mas eu também não sei viver - estou aprendendo. Mas posso amar. Amar ajuda. Amar é tudo o que posso fazer.
Amar é ser livre, ainda que seja para navegar no pequeno oceano de nossas prisões particulares.
Amar é, enfim, viver...