quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eu, Artista

Tem dias que penso que possuo uma veia artística. Na verdade, acho que desde pequeno eu tentei ser meio artista, no duplo sentido da palavra. Lembro-me de sentar à mesa, junto com meus irmãos, para desenhar. Quando pequeno, me sentia muito mal quando desenhava, porque nunca conseguia obter o resultado que queria no desenho. Eu queria desenhar, mas não conseguia, e sempre acabava chorando (criança mais ansiosa, viu?). Depois que entrei na pré adolescência (É assim que se escreve? Com as novas normas gramaticais sempre fico um pouco perdido.), passei a copiar um pouco melhor. Lia as revistinhas da Turma da Mônica e copiava para o papel todos os personagens. Em todas as revistinhas havia propagandas do Instituto Universal Brasileiro (IUB), e eu ficava namorando aquele curso de desenho a distância que eles vendiam. Só que minha família era pobre, e eu não ousava pedir para me comprarem o curso. Segui desenhando sem saber.
Quando fiz o segundo grau, um amigo começou aulas de violão, e eu comecei a aprender com ele. E comecei a aprender mais que ele. Então ele largou as aulas e eu peguei o seu violão emprestado - um Giannini de caixa pequena. Mesmo sem ter um violão, aprendi a tocar. Sozinho. [Insight: sempre me virei e batalhei para conseguir o que queria, com muito pouca ajuda.] E até que aprendi mais ou menos! Com catorze anos eu sabia tocar violão e jogar basquete. Só não aprendi Português, Matemática, Física e Química; rodei nessas quatro matérias naquele ano...
Descobrir como fazer as coisas. Sim, acho que este deve ser o meu verdadeiro dom. Sinto que posso aprender a fazer quase tudo. QUASE tudo... Mas tenho um problema que me aflige desde criança: perfeccionismo. Nada nunca está bom, quando sou eu mesmo quem faz. Excesso de autocrítica, meu maior defeito. Talvez se tivesse nascido rico, seria um artista. Ainda mais com tanta gente fazendo sucesso apenas pelo número de dígitos que possuem em suas contas bancárias. Mas também não gosto de pensar que critico-me em demasia, prefiro pensar que sei onde estão meus defeitos. Ah, me engana que eu gosto, cérebro de ervilha!

A propósito, o quadro acima foi pintado por mim. Depois daquele comecei a pintar outros dois, e consegui terminar apenas um deles. Motivo? O outro não estava bom o bastante...

terça-feira, 29 de junho de 2010

[...]

... e às vezes é como uma onda. Estamos no mar da despreocupação, curtindo a água, o sol e a paz. Então percebemos a onda que se aproxima. Nadamos a seu favor, desejando que ela nos leve de volta à praia. Só que ela quebra sobre nós, e entramos num turbilhão que parece que vai nos afogar. Há um curto momento de tensão, e muita adrenalina, até que enfim chegamos em 'terra firme'. Ficamos de pé, ainda um pouco atordoados, mas temos uma nova certeza: na relação homem-mar, algo está diferente...

domingo, 27 de junho de 2010

Coisa Mais Linda

Porque tão linda assim não existe a flor
Nem mesmo a cor não existe
E o amor
Nem mesmo o amor existe...

Vida, Louca Vida... Vida Breve!

Não viverei o suficiente. Não! Não tenho medo da morte, e já disse isso por aqui. Mas tenho certeza de que não viverei o bastante. A vida é urgente, e sei que muitas veses não tenho tempo para ela. Sim, o erro foi de propósito, assim como muitos erros que cometo. Pura teimosia. Assim como insisto em não ouvir a vida, e sigo passando os dias. Mas não é somente por isso que sinto que minha vida será curta. Minha vida será curta porque há tantas coisas a ler e a saber. Há tanto a amar...
Gosto das estórias de vampiros (exceto Crepúsculo, afff! Até 'Anjos da Noite' é melhor!). Ter a eternidade para ser triste e feliz, ler, ouvir e sentir tudo o que se possa ter, pensar e sonhar em muitas vidas. É um sonho atraente. Dar a devida importância ao fugaz. Ou será que nada seria fugaz? Ou será que nada é?
Mas a vida é tão grande e viva que não há como ter certeza de nada, à exceção da morte. Morte fugaz. Morte imbecil e tola! Que vem sem ser convidada e não vem quando é chamada. Estúpida! Vá ceifar a quem te busca e deixe os outros em paz! Só porque estás a espreita é impossível viver como gostaríamos ou poderíamos...
Mas, sinto em informar, não há tempo! Portanto, sejamos loucos, e tornemos este mundo um lugar mais interessante. Ao menos para alguém...

sábado, 26 de junho de 2010

Ah! Eu sou Gaúcho!

Ontem à noite, janta com amigos, violão e música. E, no melhor momento da noite, saiu o tão pedido bochincho. Não sabe o que é? Assista abaixo... Gaúcho style!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Senhor dos Anéis

A Sociedade da... Vuvuzela?
Simplesmente espetacular! Quase chorei de rir. Eu precisava disso hoje... rsrsrsrs

E para quem se liga no filme, a trilha sonora está bárbara! É a música do filme mesmo, só mudaram os instrumentos.

Matrix Feelings

Você assistiu a Matrix? Não assistiu? Então pare de ler e vá assistir agora. Se já viu, pode continuar lendo...
Li algo noutro blog que me despertou esses sentimentos Matrix. Esse é o grande barato da blogosfera, a gente segue alguns blogs e acaba escrevendo porque os textos de lá nos despertam pensamentos inusitados. Daí aquilo fica martelando lá no fundo do crânio, até que a gente tem que escrever e botar tudo pra fora.
Alguém totalmente comum (será?) escreveu sobre a escolha de não escolher. E este verso conflitante me pegou desprevenido. Eu sei escolher. Eu gosto de escolher. Escolher é decidir por alguma coisa, e eu costumo ser o cara das decisões. Eu estudei o processo decisório nos mínimos detalhes, fiz árvores de decisão na faculdade e tudo mais. E sou teimoso nas minhas decisões e convicções, me apego a elas como se elas pudessem me redimir de meus pecados e minhas loucuras. Sim, eu sou um ser menos evoluído, essa é a verdade. (Hum... verdade? Mas eu não tinha decidido que ela não existe?) Em Matrix há o momento da escolha, e de entender a escolha. Quando tentamos entender a escolha, analisando os prós e os contras, já está decidido. Não há mais a escolha. Ao menos é o que o Oráculo diz para o Neo. Mas a escolha, por si só, existe? Em nossa vida flertamos tanto com o acaso que chego a duvidar que exista. As escolhas baseiam-se em opções, que baseiam-se em alternativas - estes caminhos bifurcados que se estendem volta e meia diante de nós. Como chegamos a eles se não por mero capricho do acaso? Tem gente que perde um ônibus e acaba atropelado porque escolheu não pegar o próximo. Mas perdeu o ônibus porque esbarrou num estudante que derrubou todos os livros. No fim das contas, morreu porque ajudar o estudante a recolher do chão seu material levou tempo demais. Ou então foi demitido, voltou pra casa e pegou sua esposa na cama com outro, e acabou-se a vida por um tempo. Catástrofes e tragédias acontecem por acaso. Se há dez anos atrás alguém me dissesse como eu estaria hoje eu poderia apostar qualquer coisa contra ele. A gente nem imagina onde estaremos daqui há dez anos, apenas temos esperança de estar vivos e melhores que estamos hoje. E assim vamos brincando de cabra-cega, na ilusão de que seguir os sons da vida nos fará chegar em algum lugar, escolhendo escolher ou não segui-los...

A propósito, se você não viu Matrix, a escolha é sua.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ele é apenas uma criança...

Uma criança de quatro anos é fofinha. Comove, alegra, emociona, e tudo isso apenas existindo. Ela não precisa fazer nada para gostarem dela. Pessoas adultas não são assim. Todas as pessoas humanas* já foram crianças, mas muito poucas delas conservaram a fofura. Quem é adulto, precisa fazer um esforço intenso para ser gostável e ser considerada fofinha ao menos para algumas pessoas. Eu fui fofinho. Tenho uma daquelas fotos clássicas em que estou dormindo sobre uma bela colcha, usando um tip-top lindo. Daquelas fotos que você olha e diz “aaahhhhh”. Hoje, porém, muita gente que me olha diz “que mané mais antipático!”. Não tenho dúvidas: perdi a fofura. Agora tento reencontrá-la nos outros. Já imaginou conseguir olhar para aquele mala mais antipático que você conhece e imaginá-lo como uma criança? Imaginar que toda a sua fragilidade e doçura foi talhada de tal forma que ele acabou tornando-se um limão? Difícil. Não conseguimos perceber muito mais do que a curta fronteira de nossa embaçada e fantasiosa visão alcança. Julgamos, condenamos e aplicamos uma severa pena de reclusão de nossas vidas, relegando dezenas de pessoas interessantes à nossa tão sublime e perfeita existência. Sim, nós nos consideramos defeiuosos, e a maioria tem dificuldades em encontrar qualidades em si mesmos. Mas quando se trata de julgar o outro, aí sim podemos ser melhores, pois teremos menos defeitos. Será? Estou tentando descobrir a criança que há nos outros. E assim, quem sabe, eu encontre a minha criança particular; se é que não é ela que está escrevendo este texto agora...

* Pessoas humanas? Fala sério...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Idades e Afins

Eu tenho 30 anos. Isso significa que meu corpo já tem 30 anos de uso. E também quer dizer que já perdeu muito valor de mercado! Afinal, quanto mais usado, menor o valor. Ou não, vai que eu me torne um modelo clássico, tipo um Ford Galaxy, por exemplo. Ou como aqueles móveis antigos que deixam qualquer ambiente bonito.
Mas eu não tenho apenas 30 anos de idade. Eu tenho 5, 15, 30, 60 anos de idade. Depende. Eu tenho várias idades mentais e sentimentais dentro da minha carne, dentro de minha mente e do meu coração. Acho que sou bem desenvolvido em algumas áreas, mas ainda estou engatinhando como um bebê em certas outras. Quais? Ah, isso nem vou dizer. Primeiro porque nem saberia ao certo quais são elas [mentira! tem algumas que eu sei muito bem]. Mas penso que desenvolvo bem a comunicação. Sim, essa eu acredito que acompanhe minha idade física. Eu aprendi a me comunicar com os outros, com os livros, com os filmes e com as músicas. Mas ainda possuo muitos sentimentos infantis que volta-e-meia insistem em me dominar, sem aviso prévio. Mas a comunicação, essa até que vai mais ou menos.
O problema é que enquanto há cada vez mais e melhores formas de desenvolver a comunicação, há cada vez menos razões para fazê-lo. Embora os avanços tecnológicos nos coloquem, humanos, todos juntos em uma mesma sala, sabemos nos comunicar com os outros cada vez menos. Chego a um extremo de querer desaprender a arte de comunicar-me. Quem sabe eu me tornaria uma pessoa normal de novo? Acho que vou comprar uma vuvuzela africana, e toda a vez que alguém falar comigo, vou dar-lhe uma vuvuzelada daquelas de copa do mundo - de doer os ouvidos. Faça o teste e constate: conte um problema a alguém e veja se aquela pessoa estava prestando atenção no que você estava falando ou em si mesma. Se ela começar qualquer frase que comece com a palavra eu ou seus derivados, desconfie! Porque enquanto você contava sobre o seu cachorro que morreu atropelado, ela não estava te ouvindo e tentando entender como você sentiu sua perda, ela estava tentando lembrar de como ela se sentiu quando perdeu aquela tartaruguinha que se esqueceu de alimentar por um mês. Atentai bem: isso não é saber ouvir, isso é colocar a si mesmo antes de tudo e de todos sempre. Não vou dizer que isso está certo ou errado, apenas que acho muito mais atraente vestir a roupa do outro e tentar sair de si mesmo, e arriscar aquela coisa louca que alguns chamam de empatia (favor não confundir com homeopatia ou afins).
Enquanto isso, a única coisa que percebo evoluir na arte da comunicação interpessoal é a tecnologia, pro resto falta tempo.
Mas eu estava falando de que mesmo? Ah, já sei! Comecei falando de uma coisa e terminei falando outra bem diferente? Hum... Hora de tomar meu remédio outra vez!

Ps: [Mentira! Nem tomo! Prefiro minha insanidade aos ansiolíticos...]

sábado, 19 de junho de 2010

Quero ser um cachorro.

Hoje (ontem) José Saramago morreu. Eu não temo a morte, mas apenas porque ela me parece distante no momento. Mas eu não quero morrer. Eu quero é ser um cachorro, pois cachorros não morrem. Animais não morrem. Nós sim, humanos, morremos. Tentamos viver cada dia como se fosse o último, na esperança de um dia acertarmos. Meu cachorro não faz isso - ele apenas vive! Animais vivem, e é só! E precisa mais alguma coisa? Viver como se fosse o último dia? Não, é melhor viver como se fosse o ÚNICO dia...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Cala Boca Galvão (Save Galvao Birds)

Puxa vida, maior febre da história do Twitter (desde que eu pintei por lá) esse negócio do CALA BOCA GALVAO. Eu tinha escrito um textão sobre isso, mas daí adivinha o que aconteceu? Faltou luz! Só perdi tudo...
Bem, mas só vou (re)comentar rapidamente que o CALA BOCA foi notícia até no The NY Times e no jornal El Pais, da Espanha. E olha que essa brincadeira é de qualidade, até agora acho que os gringos ainda não captaram a maldade... E eu nem pretendia rimar, na verdade.
Toma o Cala Boca aí!!!!!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Revolta do Monstro

Vou te dizer uma coisa, e talvez você não vá gostar de ouvir, mas... Você é uma pessoa triste. Não estou dizendo que você não é alegre, apenas que o seu olhar traz uma melancolia peculiar. Isso não é ruim, por favor, não veja assim. Procure não ver as coisas como se em tudo houvesse o certo e o errado, porque as coisas nem sempre são assim. A melancolia é algo que pode ser artístico e belo, coisa que nem todas as pessoas são capazes de entender. Ela não vai se tornar uma depressão profunda, nada disso. Mas você deve aprender a conviver com isso, e então perceberá que a vida pode ser muito bela. Ou talvez muito mais bela do que jamais foi. Vai ver que nas noites enevoadas as luzes são mais bonitas, e nas noites mais escuras as estrelas o são. Vai perceber a riqueza que trazem os dias nublados, e vai se apaixonar. Sim, a tristeza faz parte do amor, e toda a solidão não deve ser desprezada. Aproveite a saudade que faz bem ao coração, como o ‘colesterol saudável’ da alma. Fantasie sabendo que fantasias e sonhos podem nunca se realizar, e sabendo que este fato não pode impedir ninguém de aproveitar a viagem...
Procure escutar melhor o som da tua voz, ou nunca vai perceber o quanto ela é linda. Brinque com tudo no momento certo, mas não procure por graça em tudo, mas sim por beleza. Quando se percebe como há tanta beleza no mundo, fica difícil não entender como a vida é bela. E o quanto as pessoas o são.
Não pense que não gosto de você apenas porque o espelho parece sujo, não é bem assim. Mas, se você achar que as coisas são diferentes, posso tentar mudar alguma coisa. Eu faria isso por você. Eu faria qualquer coisa por você. Morreria por você, como já morri muitas vezes.

E sabe por quê? Porque eu sou você. Eu sou o seu eu íntimo. Eu sou aquele que se esconde em você. Eu sou o monstro que não o deixa dormir quanto você se deita. Sou aquele que o deixa acordado até altas horas, escrevendo e ruminando insanidades senis. Sou aquele que às vezes olha no espelho quando você não tem coragem de se olhar. Que o trata mal quando você não é capaz. Eu já matei por você, eu já traí por você. Eu já fiz coisas que não teria coragem suficiente para deixar você saber. Nem nos seus pensamentos mais loucos você seria capaz de me encontrar e me enfrentar. Mas eu sim. Eu enfrento tudo. Suporto todas as vergonhas e as escondo de você, e faço isso sem pedir nada em troca.
Por isso, da próxima vez em que se olhar, lembre-se de mim, e aproveite melhor a sua vida.
E deixe que do resto cuido eu.

Agora é tarde, e daqui a pouco os galos já estarão cantando, e será hora de acordar.
Mas, ainda assim, talvez eu te permita mais um sonho...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Entre Vuvuzelas e Jabulanis...


Entre golaços e frangassos que temos visto na Copa do Mundo da África, dois personagens merecem especial destaque: as Vuvuzelas e Jabulanis. Vuvuzela é aquela cornetinha irritante que não paramos de ouvir o tempo todo, em todos os jogos desta Copa. Jabulani é o nome da bola da Copa da África. E são duas ‘novidades’ para nós: as cornetinhas e as bolas com nome próprio. Se bem que as cornetinhas fizeram o maior auê na Copa das Confederações ano passado. Sinceramente, não sei se dou conta de ficar duas horas com aquele som nos ouvidos - o barulho deve ser de enlouquecer. Se não for nesta Copa, a Fifa deve proibir a entrada de vuvuzelas nas próximas copas, pois muitos jogadores tem reclamado que ela impede a comunicação dentro de campo. Como xingar a mãe do jogador adversário se ele nem vai entender? 
Se tivesse vuvuzelas na Copa passada, perigava a França ganhar, pois o Zidane não seria expulso por não escutar os xingamentos pronunciados pelo Materazzi na grande final (sem cabeçada, sem expulsão).
Quem sabe o que poderia acontecer? Como torci pela Itália, fico contente que as malditas cornetinhas irritantes tenham aparecido apenas agora...


Mas, enfim, o que eu considero irritante mesmo não é tanto o som que a corneta produz, mas o som que a palavra produz. Vuvuzela é uma palavra feia pra caramba. É mais feia que encochar a vó no tanque e chamar o vô de corno. Não bastasse isso, os repórteres esportivos não se cansam de flexionar essa palavra, encontrando sempre novos usos e formas para ela. Tem o substantivo (uso mais comum): Vuvuzela. Tem a forma verbal: vuvuzelar/vuvuzelando (já imagino o profissional de telemarketing indo para o estádio: “Nós vamos estar vuvuzelando...”). Tem o adjetivo: vuvuzelado. Aliás, este pode funcionar também como advérbio de modo: “A torcida que canta vuvuzelado!” - ou coisa que o valha... Enfim: afff, eu não suporto mais ouvir falar em vuvuzelês (idioma proveniente do artefato).

Já Jabulani achei legal (embora na frase cacofônica em que a imbuti soe esquisito). Vi dizer que significa celebração em Zulu, e isso apenas engrandece meu apreço pela palavra. Aliás, a bola é muito lindona também, e é certo que vou comprar uma (a miniatura já estou encomendando). Penso que nomes para as bolas é algo que veio para ficar. Já estou pensando até em batizar as minhas! Talvez eu até pesquise o dicionário Zulu (será que tem no Google Tradutor?) para tentar encontrar algo que se encaixe que possa descrevê-las.

Outro ponto que merece atenção nesta Copa do Mundo é o show de imagens. São de babar! Aquelas supercâmeras utilizadas pela geradora de imagens é fantástica! É o futebol como nunca se viu antes. Bem, ao menos eu nunca tinha visto antes. Tem vezes em que me pego de boca aberta. Viva a tecnologia! Viva a Jabulani! Viva a vuvuzela! (Eu posso não gostar, mas se o mundo fosse feito apenas de coisas que gosto, seria extremamente chato.)

Em tempo: não tem tradutor para Zulu no Google. Maldito Google!!!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Diferenças entre presídio e trabalho

Recebi por e-mail e achei GENIAL


PRESÍDIO
Você passa a maior parte do tempo numa cela 5x6m.

TRABALHO
Você passa a maior parte do tempo numa sala 3x4m.
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PRESÍDIO
Você recebe três refeições por dia de graça.

TRABALHO
Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.
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PRESÍDIO
Você é liberado por bom comportamento.

TRABALHO
Você ganha mais trabalho com bom comportamento.
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PRESÍDIO
Um guarda abre e fecha todas as portas para você.

TRABALHO
Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por
ter esquecido o crachá.
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PRESÍDIO
Você joga baralho, bola, dama...

TRABALHO
Você é demitido se jogar qualquer coisa.
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PRESÍDIO
Você pode receber a visita de amigos e parentes.

TRABALHO
Você não tem nem tempo de lembrar deles.
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PRESÍDIO
Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.

TRABALHO
Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas
deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos..
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PRESÍDIO
Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos...

TRABALHO
Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente,
Diretor(a), Chefe...

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PRESÍDIO
Você tem todo o tempo para ler piadinhas.

TRABALHO
Ah, se te pegarem...

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TEMPO DE PENA
No presídio, eles saem em, no máximo, 15 anos..

No trabalho você tem que cumprir 35 anos, e não adianta ter bom comportamento. ...

domingo, 6 de junho de 2010

Coldplay - 42

Mais uma versão ao vivo. Desta vez a qualidade do vídeo é muito boa. A execução, melhor ainda (mesmo que você ache os gritinhos esquisitos...).

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Louco e verborrágico, sim; triste, não!

Não sou triste. Não sou! NÃO SOU!!!!!
Sou levemente melancólico, só isso. Mas melancolia não é tristeza. É um sentimento muito mais amplo, e bonito. Tristeza não é legal, leva à depressão. Melancolia não. Ah, não concorda? Problema seu! Você provavelmente não entende nada de melancolia! Sabe quem entende? EU! Hahahahahahaha!
Eu me considero, sim, melancólico. Eu acho a tristeza bonita. É para o bem que as coisas ruins vem. Elas vem não para que fiquemos deprimidos, mas para que possamos renascer das cinzas. Só quem já renasceu sabe dar valor aos momentos em que foi pó. Sabe admirar esses momentos. Sofrimento? Dificuldade? Solidão? Isso não vai ser ruim, quando aprendermos lições valorosas. Quando aprendermos que não somos o centro do mundo, e nosso mundo não é o centro do universo. Somos apenas pontinhos insignificantes que vivem em um planeta insignificante, perdido no meio do cosmo infinito. E você achava que era importante hein? Cresça. Amadureça. Repense e reposicione-se, porque ainda dá tempo.
Eu sou humano. Eu já me dobrei e já rastejei de tanto sofrer. Eu já virei pó e fui varrido pelo vento para muitos lugares diferentes, aos quais nunca iria por conta própria. Não sou, não fui e nunca serei, nem de longe, o maior sofredor da face da terra. Não. Eu sou apenas alguém que vê na queda um apoio para poder pular ainda mais alto da próxima vez. O tombo pode ser maior, isso sim, mas a vertigem da viagem compensa. Viver não é seguir uma agenda. Viver não é olhar o trem passar. Viver é correr. É lutar e perder algumas vezes. É se sujar; é caminhar nas brasas para depois mergulhar no vasto oceano. É se lambuzar, é comer com a mão, é não fazer as coisas pensando no que os outros vão pensar ou dizer. Viver é ser você mesmo, sabendo que isso não é nada, já que amanhã você será outra pessoa. Viver é não ter medo de morrer; é viver cada dia como se fosse o único. Não o último, porque viver como se fosse o último dia implica um pensamento de morte; é viver como se fosse o único dia. Repito: O ÚNICO!
Tem dias em que acho que vou enlouquecer. Então eu me lembro que já sou louco, e então tudo fica em paz... Este texto, por exemplo, faz parte dos meus devaneios. E esse foi dos mais verborrágicos. Faz parte do meu ‘eu’ intenso. So, welcome to my freaky and twisted world...

Ps: A propósito, verborragia é falar muita coisa sem dizer nada...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Quando eu estiver cantando (ou O passado e outras bobagens...)

Trabalho. Estudo. Trabalho. Estudo. Esta tem sido a minha rotina na maior parte do tempo (aquele no qual não estou dormindo). Bem, consegui avançar uma etapa muito importante pra mim, ao passar numa prova profissional que gera uma certificação avançada. O resultado saiu hoje (88%), e eu fiquei mais tranquilo. Resolvi passar por aqui para escrever alguma coisa. Me sinto meio culpado até por estar postando apenas bobagens nos últimos tempos. Ideias para escrever é que não faltaram, foi o tempo que me faltou...


So, let’s GO!


Tenho andado saudosista ultimamente. Não presta andar com a cabeça no passado, mas às vezes dispara aquele gatilho e a mente entra no piloto automático, e então a gente começa a lembrar de algumas coisas. São coisas gostosas que vão ficando num passado cada vez mais distante, e, quando a gente conversa com alguém, parece que se abre um livro de história.


Eu lembro de quando eu era um piá, lá nos meus 12 ou 13 anos. Em casa a gente tinha aquele toca-fitas vertical, que era uma modernidade, substituindo aqueles deitados que existiam até então. A gente comprava fitas virgens e gravava as músicas que tocavam no rádio. Bem, no meu caso, minha família não tinha telefone em casa (era podre de caro), então eu ia no colégio que ficava na esquina para ligar do orelhão que tinha lá. Ligava prá rádio e pedia aquela música que queria gravar, então corria pra casa (às vezes abaixo de chuva) pra não perder o tempo de gravar a música. Eu sempre tinha um pequeno estoque de fichas de orelhão em casa para essas ocasiões...
Então a gente apertava o pause e o rec do gravador e esperava a música que estava tocando terminar. Depois da vinheta da rádio era soltar o PAUSE e torcer para ser a música certa. Frustração: não era. Volta a fita e encontra o ponto exato, e repete o procedimento até ser a música. Gravei muitas músicas do Legião assim.


Ainda lembro da experiência marcante que foi uma festinha de garagem, aos 14 anos, em que o anfitrião tinha um aparelho que passava a música instantaneamente só apertando um botão: era o CD Player. Uma revolução total! Fiquei muito impressionado com aquilo - na minha casa só tinha vinil e tape deck...


O que desencadeou essa memória aqui? Um vídeo que vi no Youtube de uma música que eu curtia na rádio nessa época. Eu não me lembro de quando tinha escutado ela pela última vez, e nem imaginava que haveria um vídeo dela por aí. Me atirou mais de 15 anos no passado, em um tempo que as coisas eram simples. Bastava um rádio, um orelhão e uma fita cassete para que a alegria estivesse completa. Um tempo de “Elefante Branco”, Tigres de Bengala e Deborah Blando. E Renato Russo, à frente de uma Legião Urbana tocando horrores pelo país...


Meu texto é ruim, mas a música é excelente. Seria isso uma antítese?