terça-feira, 1 de junho de 2010

Quando eu estiver cantando (ou O passado e outras bobagens...)

Trabalho. Estudo. Trabalho. Estudo. Esta tem sido a minha rotina na maior parte do tempo (aquele no qual não estou dormindo). Bem, consegui avançar uma etapa muito importante pra mim, ao passar numa prova profissional que gera uma certificação avançada. O resultado saiu hoje (88%), e eu fiquei mais tranquilo. Resolvi passar por aqui para escrever alguma coisa. Me sinto meio culpado até por estar postando apenas bobagens nos últimos tempos. Ideias para escrever é que não faltaram, foi o tempo que me faltou...


So, let’s GO!


Tenho andado saudosista ultimamente. Não presta andar com a cabeça no passado, mas às vezes dispara aquele gatilho e a mente entra no piloto automático, e então a gente começa a lembrar de algumas coisas. São coisas gostosas que vão ficando num passado cada vez mais distante, e, quando a gente conversa com alguém, parece que se abre um livro de história.


Eu lembro de quando eu era um piá, lá nos meus 12 ou 13 anos. Em casa a gente tinha aquele toca-fitas vertical, que era uma modernidade, substituindo aqueles deitados que existiam até então. A gente comprava fitas virgens e gravava as músicas que tocavam no rádio. Bem, no meu caso, minha família não tinha telefone em casa (era podre de caro), então eu ia no colégio que ficava na esquina para ligar do orelhão que tinha lá. Ligava prá rádio e pedia aquela música que queria gravar, então corria pra casa (às vezes abaixo de chuva) pra não perder o tempo de gravar a música. Eu sempre tinha um pequeno estoque de fichas de orelhão em casa para essas ocasiões...
Então a gente apertava o pause e o rec do gravador e esperava a música que estava tocando terminar. Depois da vinheta da rádio era soltar o PAUSE e torcer para ser a música certa. Frustração: não era. Volta a fita e encontra o ponto exato, e repete o procedimento até ser a música. Gravei muitas músicas do Legião assim.


Ainda lembro da experiência marcante que foi uma festinha de garagem, aos 14 anos, em que o anfitrião tinha um aparelho que passava a música instantaneamente só apertando um botão: era o CD Player. Uma revolução total! Fiquei muito impressionado com aquilo - na minha casa só tinha vinil e tape deck...


O que desencadeou essa memória aqui? Um vídeo que vi no Youtube de uma música que eu curtia na rádio nessa época. Eu não me lembro de quando tinha escutado ela pela última vez, e nem imaginava que haveria um vídeo dela por aí. Me atirou mais de 15 anos no passado, em um tempo que as coisas eram simples. Bastava um rádio, um orelhão e uma fita cassete para que a alegria estivesse completa. Um tempo de “Elefante Branco”, Tigres de Bengala e Deborah Blando. E Renato Russo, à frente de uma Legião Urbana tocando horrores pelo país...


Meu texto é ruim, mas a música é excelente. Seria isso uma antítese?