quinta-feira, 3 de junho de 2010

Louco e verborrágico, sim; triste, não!

Não sou triste. Não sou! NÃO SOU!!!!!
Sou levemente melancólico, só isso. Mas melancolia não é tristeza. É um sentimento muito mais amplo, e bonito. Tristeza não é legal, leva à depressão. Melancolia não. Ah, não concorda? Problema seu! Você provavelmente não entende nada de melancolia! Sabe quem entende? EU! Hahahahahahaha!
Eu me considero, sim, melancólico. Eu acho a tristeza bonita. É para o bem que as coisas ruins vem. Elas vem não para que fiquemos deprimidos, mas para que possamos renascer das cinzas. Só quem já renasceu sabe dar valor aos momentos em que foi pó. Sabe admirar esses momentos. Sofrimento? Dificuldade? Solidão? Isso não vai ser ruim, quando aprendermos lições valorosas. Quando aprendermos que não somos o centro do mundo, e nosso mundo não é o centro do universo. Somos apenas pontinhos insignificantes que vivem em um planeta insignificante, perdido no meio do cosmo infinito. E você achava que era importante hein? Cresça. Amadureça. Repense e reposicione-se, porque ainda dá tempo.
Eu sou humano. Eu já me dobrei e já rastejei de tanto sofrer. Eu já virei pó e fui varrido pelo vento para muitos lugares diferentes, aos quais nunca iria por conta própria. Não sou, não fui e nunca serei, nem de longe, o maior sofredor da face da terra. Não. Eu sou apenas alguém que vê na queda um apoio para poder pular ainda mais alto da próxima vez. O tombo pode ser maior, isso sim, mas a vertigem da viagem compensa. Viver não é seguir uma agenda. Viver não é olhar o trem passar. Viver é correr. É lutar e perder algumas vezes. É se sujar; é caminhar nas brasas para depois mergulhar no vasto oceano. É se lambuzar, é comer com a mão, é não fazer as coisas pensando no que os outros vão pensar ou dizer. Viver é ser você mesmo, sabendo que isso não é nada, já que amanhã você será outra pessoa. Viver é não ter medo de morrer; é viver cada dia como se fosse o único. Não o último, porque viver como se fosse o último dia implica um pensamento de morte; é viver como se fosse o único dia. Repito: O ÚNICO!
Tem dias em que acho que vou enlouquecer. Então eu me lembro que já sou louco, e então tudo fica em paz... Este texto, por exemplo, faz parte dos meus devaneios. E esse foi dos mais verborrágicos. Faz parte do meu ‘eu’ intenso. So, welcome to my freaky and twisted world...

Ps: A propósito, verborragia é falar muita coisa sem dizer nada...