terça-feira, 24 de março de 2015

Um pouco mais de mim.

Resolvi postar um pouco mais do que sou e do que gosto.
Na falta do que fazer, invento algo; na falta de mim, reinvento-me.
É, eu gosto disso...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sem Título


Mudanças. Mudanças sempre. Ontem foi meu aniversário, e nem tive tempo de ponderar sobre muitas coisas de que gostaria. Sou um sujeito que gosta de pensar, e, algumas vezes, de pensar sobre o pensar – mas isso já é as-sunto para outro texto, se é que ele virá.
As maiores mudanças que ocorreram neste ano foram as coisas em que deixei de pensar; os problemas com os quais deixei de me preocupar, e as certezas que desconstruí no caminho. Estou quase certo de que eu e você estamos errados a respeito de quase tudo, apenas somos cegos demais pra percebermos isso. Inventamos um mundo todo ao nosso redor. Criamos pontos de referência (ou pessoas de referência). Jogamos jogos inúteis, criados em nossa mente para um só jogador.
Perdemos.
Acreditamos que vencemos.
Sem querer, nos enganamos de propósito. Tentamos entender como as coisas são; como o mundo é; para chegarmos à conclusão de que (ora, mas vejam só!) estávamos certos o tempo todo.
Só que não. Só que nunca.
Nós nunca erramos, por isso estamos sempre errados. Nós nunca perdemos, e, desta forma, perdemos sempre. Futebol, política, religião... você está certo! Você sempre esteve! Um dia todos perceberão isso. A exceção sempre confirma a regra.
Sinto pena de nós, pobres humanos. Estamos no caminho errado. O bem nunca vence, senão nos filmes. Os maus não agonizam ao remoerem as maldades que cometeram - eles nem pensam no assunto -, e, no fim, tem um sono mais tranqüilo que o meu ou o seu. Os ladrões não vão pagar – a não ser os “bonzinhos”. Aquele que rouba a vida e a dignidade de milhares de pessoas seguirá impune. Não há nada que possamos fazer para sobrepujar isso. A única coisa que nos resta, em nossa impotência, é a resiliência.
Mas é claro que eu também estou errado. Parabéns para mim, eu sempre estou errado.

Sorte sua...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Call it magic!

Tem algumas coisas impossíveis de não serem compartilhadas. Achei esta música simplesmente incrível! Uma música que fala sobre o amor, sobre um coração partido, e sobre não ir em frente.

Ao menos foi o que depreendi dela.

Mais importante que superar um relacionamento é amadurecer com ele. Mais que evitar o sofrimento, é preciso abraçá-lo, vivê-lo e transformá-lo em aprendizado. Reinventar-se é preciso.

Sempre.

Bem, talvez a música não diga tudo isso, nem nada parecido, mas uma coisa puxa a outra.

Curta a música e sinta o significado das palavras como preferir...



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Há cinco anos atrás, em uma galáxia muito distante...

Era dia 13 de maio de 2009. A vida era outra, os planos não eram os mesmos, e eu não sabia de muita coisa (se é que de alguma coisa sabia). A única certeza que eu tinha, naquele tempo, era que queria escrever. Escrever no sentido de botar para fora muito do que havia aqui dentro; muito do eu que gritava; a parte de mim a quem nem eu mesmo dava ouvidos ou atenção. Ao menos acho que era assim.
E isso foi bom.
Não tanto para que outros me lessem, mas para que eu pudesse entender uma parte de mim. Por isso criei o blog: para que funcionasse como um espelho acerca do que sentia e pensava. Funcionou. Passei a sair um pouco de mim para olhar-me com olhar de fora.
Hoje, porém, não sinto tamanha necessidade, e fui deixando as linhas cada vez mais ao lado. Tanto que já tem mais de ano que não escrevo nada por aqui. A vontade de escrever, além de não ser tanta, passa com a mesma efemeridade com que surge. Mas ela ainda vive; ainda está aqui dentro. E eu a posso sentir.
Porém o mundo ao meu redor mudou drasticamente desde que abri esse espaço. Hoje as coisas são diferentes. E considero minhas opiniões não formadas um tanto controversas para colocá-las a público. Além disso, não passam de opiniões quase vazias, baseadas praticamente em minha visão alienada de mundo.
Os próximos capítulos dirão se ainda escreverei mais por aqui ou se tirarei o blog do ar. Veremos. Por enquanto, parabéns...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Quarto Rosa do Amor

E agora, um registro especial: O quarto que eu e minha amada estamos preparando para o amor de nossas vidas - nossa pequena Julia, que nascerá em pouco mais de dois meses.


O Caminho


Ainda ontem, enquanto estava perdido em pensamentos, fiz uma constatação. É claro que isso acontece seguidamente; não fazer constatações, mas perder-me em pensamentos vãos. Mas o que eu estava pensando é muitos blogueiros que escrevem sobre si mesmos (a exemplo deste que ora escreve) estão, na verdade, tentando encontrar-se. Falando no meu caso, em particular, percebo que a escrita é uma potente forma de localização. Escrever me ajuda a me situar no mundo. A cada texto que escrevo, é como se eu estivesse marcando pontos - mas não pontos como em um jogo, mas sim pontos em um mapa. Talvez keyframe seja a palavra mais adequada para expressar o que penso a respeito dos meus textos. Se eu ler algum texto que escrevi há tempos atrás, vou constatar - como já me aconteceu - que eu não estou mais naquele momento. Não sou mais aquele retrato que pintei de mim. Mas o fato de ter escrito aquele texto revela o que eu pensava a respeito de algo na época. E aquilo que pensava está de acordo com minhas decisões e meus sentimentos. É a foto - uma imagem do meu interior congelado no tempo. E a melhor parte é que posso olhar e ver quem eu era quando escrevi. Posso encontrar-me com um eu que já não existe. Então, passando a textos posteriores, consigo perceber o movimento. Ora uma simples oscilação, ora uma guinada capaz de atirar um passageiro desavisado pela janela.
A busca, é claro, nunca terminará. Pode acontecer dela ficar mais ou menos importante, mas a caçada a mim mesmo nunca finda. Não há como. Sou (somos) muito mutáveis e inconstantes. Porém, sigo buscando-me e observando-me por dentre múltiplos espelhos, ângulos, iluminações e, por que não dizer, vetores.
Ao menos se eu não puder me encontrar, poderei ao menos ligar alguns pontos para ver o que me aconteceu, tentar encontrar um padrão e acertar onde será o próximo impacto. Se bem que é mais provável que eu esteja ali no sofá, conversando com amigos e tomando uma cerveja bem gelada.
Aceita uma?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

I don't belong here...

Compartilho esta música no Blog, pois aqui é meu lugar. Mais que qualquer rede social.

Compartilho esta música porque não pertenço a este lugar.




Música perfeita!  [...]

Agora.

Agora tenho alguns pensamentos vãos. Atrevo-me a colocá-los em palavras para que não se perca o que agora penso. Mas o agora é apenas um momento em um lugar que nos atrevemos a chamar de 'presente'. E talvez esse lugar nem exista.
Einstein mesmo já predizia em sua teoria do espaço-tempo que o presente é muito relativo. Alguém em movimento, muito longe daqui, estará vendo o nosso passado, assim como daqui observamos o passado do universo. Da mesma forma, outra pessoa, dependendo da direção em que estiver se movendo, poderia ver o nosso futuro. Então, de acordo com esta teoria, o presente não faz tanto sentido. Será? Eu também não sei.
Se você está lendo isso, quer dizer que o meu 'agora' já ficou para trás, e o que você lê não é nada mais nada menos que um dos meus muitos passados. E escrevo isso para que fique claro que o que ora escrevo pode muito bem não mais fazer parte da minha vida. E vejo que muitas das coisas que escrevi aqui, no passado, já não me refletem mais. Ainda assim fico contente de não ter me perdido ao longo do caminho. Posso revisitar várias estradas e cruzamentos por onde passei. Posso constatar que de nada me arrependo - ao menos dos pontos de vista que claudicantemente expus aqui, no passado.
Ah, o passado...
Num passado mais distante, eu era apenas uma criança que queria enxergar o que havia sobre a geladeira. Queria ser mais velho para poder fazer o que os mais velhos podiam. Irônico. Lembro-me da primeira vez que 'virei' um jogo de videogame. A sensação da vitória mesclada com a frustração de já ter feito tudo o que podia fazer. Não havia mais nada a explorar naquele cartucho. Então era a hora de mudar a dificuldade, ou partir para novos desafios. Aprendi a tocar violão - queria porque queria saber tocar Legião Urbana. Consegui. As músicas que antes eram lindas e difíceis continuaram lindas, mas ficaram fáceis. Me apaixonei pela bossa nova. Comecei a tirar algumas das músicas interpretadas por João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius e Caetano. Parei. Cada música que eu aprendia já não era como antes. Eu já não escutava com o mistério, com o desconhecido, me arrepiando a cada dissonância tão harmônica que me emocionava. Escutava e achava bonito, apenas.
E pensei: "Então é isso que acontece quando a gente aprende as coisas: elas perdem grande parte do seu encanto."
Isso foi há algum tempo atrás.
Amanhã chegará o futuro, e com ele a minha filha Julia (ou Júlia, ainda não está certo). Isso me dá alegria, e uma sensação diferente. Me emociono pensando em como será criá-la e educá-la. Regozijo-me na incerteza que é uma criança. Mal posso esperar...
E, assim, penso que a incerteza é uma dádiva. Uma bênção misteriosa e mágica que nos dá motivação para querermos pessoas melhores e um mundo mais belo.
Ainda não havia escrito nada sobre minha filha, ou para ela. Ainda não consigo muito falar sobre essas coisas - por enquanto estou apenas sentindo.
E o que desenvolvi nesse texto é pouco perante aquilo que penso agora.
E tudo o que sou agora, e que já ficou para trás, embora seja passado, faz parte daquilo que sou no presente, se é que isso existe...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Assistindo Dexter


Para quem não está familiarizado, Dexter é uma série norte-americana (canal Showtime ou FX no Brasil) sobre um assassino (que dá nome à série) que mata assassinos. Ou seja, ele é um assassino em série com um código: matar apenas aqueles que ‘merecem morrer’. É um código dado a ele por seu pai, que era um policial.
Um código.
Esse código é como uma ética distorcida. Seu pai sabia que ele era um assassino, um psicopata. Por ser policial, soube desde que Dexter era jovem, ainda criança, que ele era diferente, e o protegeu. Ensinou-o a forjar sentimentos e enquadrar-se na sociedade. E mais ainda: ensinou-o os métodos de identificação de criminosos, para que Dexter pudesse encobrir todas as suas pistas e nunca ser capturado pela polícia, enquanto identificava e matava criminosos em Miami.
Durante sua vida, Dexter sabe o que é – um monstro. 
Posso estar exagerando aqui, mas eu acredito que, se pensarmos bem, todos somos um pouco “Dexters”. Temos um código que nos permite vivermos em paz e temos monstros adormecidos em nosso interior. Ah, sim, talvez nenhum de nós (assim eu espero) tenha matado alguém com uma lâmina cortante, mas somos capazes de maiores atrocidades sem nem ao menos precisarmos usar qualquer tipo de arma. Bastam apenas palavras, gestos, olhares e sentimentos – e pronto: podemos destruir alguém da pior forma que há: de dentro para fora.
E a parte interessante desta pseudoconstatação é que, tal como Dexter, todos temos um código. Um código de ética deturpado que nos permite fazer aquilo que é errado como se fosse o caminho mais certo e lógico a tomar. Ou você pensa que um político que rouba ou um motorista que dirige embriagado está fazendo uma coisa errada? Talvez sim do ponto de vista legal, mas não do ponto de vista de suas éticas deturpadas. Sempre há uma justificativa superior à lei. É o certo, e apenas eu posso dizer aquilo que é certo para mim. Não pode a sociedade ou leis fazerem o serviço de minha consciência. Ainda mais numa sociedade com valores invertidos, com leis compradas, feitas por legisladores corruptos. Sim, todos temos códigos – cada um o seu. “Aqui não precisa usar cinto de segurança”, “não há nada mal em se levar uma vantagenzinha aqui ou ali”, “o juiz não viu”, “ninguém vai ficar sabendo”...
Meu ponto de vista é que, em geral, as pessoas não fazem aquilo que julgam ser errado; antes elas se justificam criando argumentos plausíveis (ao menos no ponto de vista delas) para suas condutas erradas. Mas o que é o certo? E o que é o errado? Podem as leis dizerem aquilo que é certo ou errado? Pode alguém que não seja você saber?
Vejamos, matar é errado, mas se for em defesa própria, então é certo. Furto é crime, mas se você furtar um pão para que seu filho não morra de fome, então é certo. Se furtar um salame junto, aí continua sendo errado. Temos leis para nos dizer aquilo que é certo e errado; e temos juízes para condenar aqueles culpados por fazerem aquilo que é considerado errado. Mas há justiça?
Então é isso. Para vivermos em paz basta ajustarmos nossa ética à da sociedade e domesticarmos os monstros que dormem no interior de nossas almas atormentadas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Viciado


Eu tenho um vício. Um que eu nem sabia que tinha. Sou viciado em escrever. Posso ficar seis meses sem alimentar meu vício, mas as letras ficam pulsando em minha mente, tentando expressar meus pensamentos. O que as palavras querem de mim? Entender. Elas querem me fazer entender, a mim mesmo e aos outros. Sim, porque sou muito mal interpretado até mesmo por mim nestes dias. Olho no espelho sem entender ao certo o que ele reflete (ah, os espelhos de novo...).
Preciso organizar e expor o que penso sobre as coisas. Agora mesmo escrevi um pouco sobre minhas concepções sobre o certo e o errado, que não ouso postar aqui. Escrevi, e passou, por enquanto.
E assim vou tocando a vida, enquanto quase não toco no Blog...