domingo, 15 de agosto de 2010

Selo de Qualidade

O blog Rainha do Drama, da Juliana, presenteou este blog com o 'Selo de Qualidade'. Muito obrigado à Juliana e a todos os que acompanham este blog!




As regras para receber o selo são simples:
- Indicar 9 blogs.
- Avisar os Blogs de que foram indicados.
- Escrever 9 coisas sobre mim.


Meus indicados:

É isso aí, pessoas, vocês merecem, e por vários motivos...
Desculpe aos blogs de que gosto e que ficaram de fora, só tinha 9 espaços aqui.

Sobre mim:
  1. Trabalho em um banco, onde sou gerente de relacionamento.
  2. Sou extremamente antipático 'ao vivo'. Na minha opinião...
  3. Sou tímido, mas isso geralmente não me impede de fazer nada, exceto cantar em público.
  4. Queria ter olhos claros.
  5. Sou chato para escrever - tenho certa aversão a erros de português. Meus, não dos outros.
  6. Me orgulho muito de ser gaúcho. Com acento e tudo.
  7. Não como as unhas, mas os dedos. O violão me deixa com calos...
  8. Prefiro cerveja a whisky.
  9. Sou extremamente autocrítico. Há mais de 30 textos salvos no PC que considero muito ruins para publicar.
Bom, isto é um pouco de mim. Há um pouco mais sobre na postagem do selo 'Blog Bipolar', logo abaixo. E sabe que eu estou até gostando de falar sobre mim? (...)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Em branco. Mas não por muito tempo...

Uma folha em branco. Não há nada nela, e ela está bem na minha frente. Fico olhando para ela, e ela parece retribuir olhar. Seria isso possível?
Não sei. Não pretendo descobrir. E penso na minha vida - ela também é uma folha. Não mais em branco, há muita coisa escrita. Algumas estão riscadas de modo que nem consigo mais entender. Taxado. Taxado duplo. Palavras escritas por sobre outras.
A folha dá a impressão de que posso escrever o que quiser, mas isso é apenas um engano. E, mesmo que me atrevesse a tal ponto, ninguém poderia entender se eu não escrevesse corretamente. Existem regras para escrever. Regras de ortografia - e estou preso a elas. Gosto das regras. Adoro a gramática. Claro que erro de vez em quando, mas nunca propositadamente. É curioso errar. Engraçado o que alguns erros produzem.
Eles geram novos significados para alguns pensamentos escritos.
Eles geram alguns pensamentos para novos significados escritos.
Eles geram pensamentos escritos para alguns novos significados.
E o que dizer da pontuação, então? Ah, poderia passar horas entrelinhando sobre ela.
E, enquanto isso, a folha ainda está a minha frente.
Mas não mais em branco...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Blog Bipolar

O Blog da Aymée, Os Inversos Dentro de Mim, concedeu ao Ideias & Antíteses o selo "Este Blog é Bipolar". Não tenho nem palavras para agradecer. Muito obrigado mesmo pela indicação.
Quem puder e desejar ler textos interessantes, passa lá para conferir! Vale a pena!
Agradeço também ao Blog do Rodrigo, É tudo o que eu sei, e ao da Yeruska, Totalmente Comum, que também indicaram o Ideias para este selo. Muito obrigado, gente! Os blogs de vocês são excelentes!!!



As regras são simples: basta indicar outros blogs para receber o prêmio e relacionar 10 coisas sobre mim (e quem disse que o simples é fácil?).

- Blogs indicados para este selo (não estão em ordem):


- 10 coisas sobre mim:
  1. Não acredito em horóscopo;
  2. Prefiro repetir o almoço a comer a sobremesa;
  3. Sou viciado em café;
  4. Sou gremista doente (e anti-colorado, é óbvio);
  5. Toco violão, mas tenho vergonha de me apresentar em público;
  6. Em novembro completo 31 anos;
  7. Me formo em Administração pela UFRGS (EAD) no fim do ano. É a minha primeira faculdade;
  8. Ainda pretendo cursar Direito;
  9. Sou casado e tenho dois poodles que moram dentro de casa;
  10. Quero escrever um livro. Na verdade, já comecei (o título provisório é 'Projeto 64').
Bem, o que partilhei aqui é um pouco de mim. Na verdade, seria preciso mais uns 10 itens para eu ficar satisfeito em me descrever, mas regras são regras!
Agora é a vez de vocês (aqueles que ainda não pegaram o selo). Fiquem à vontade!

Apenas palavras...

Sentimentos não cabem nas palavras. Porém é impossível não admirar o esforço que estas fazem na esperança de traduzi-los! E o que seria dos sentimentos se não houvesse as palavras, afinal? Fico a pensar que talvez nem fossem tão intensos quanto são...
E também me parece que são as palavras, quando ditas (ou mesmo escritas), que tem o poder de fazer tudo acontecer. Tem o poder de emocionar, de iludir, de fazer viver ou de fazer morrer. Está tudo ali. Está tudo aqui. Com palavras, aquilo que está distante pode se tornar próximo, quase palpável; mas pode ocorrer o inverso também.
E pode ser que as palavras não ditas falem mais do que as ditas. Esta é uma antítese interessante: o silêncio das palavras grita!
Falamos as palavras, as ouvimos e as vivemos. E vivemos intensamente cada vírgula colocada no texto, ou esquecida, ou mal colocada intencionalmente. Nos equivocamos diversas vezes por nos perdermos em alguns de seus significados, mas nem é culpa nossa. A culpa, em última instância, será delas. Ambíguas palavras.
Não importa se falamos com mãos, boca, olhos ou coração. Se pararmos para pensar, elas estarão lá, ainda que apenas em nossas mentes, aguardando uma oportunidade para serem libertadas. Esperando por tornar nossas vidas melhores ou piores. Afinal de contas, elas sempre produzirão algum efeito. Sempre tem uma missão, para o bem ou para o mal.
Mas ainda resta uma questão a ser respondida: falarão as imagens mais que as palavras? Ah, embora possamos pensar que sim, prefiro pensar que as imagens apenas falarão palavras a mais. É algo semelhante ao que acontece aos sentimentos - basta um deles para que fiquemos cheio delas e de seus infinitos significados.
Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça. Quem tiver olhos para ler, leia...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Dia 'D' de Selene

[ADVERTÊNCIA: O conteúdo a seguir é impróprio para menores]
Selene estava cansada de sua vida. Pensava que tinha razões de sobra para isso. Não se sentia amada, não se sentia valorizada, não se sentia livre. Não se sentia viva. Os dias eram sempre iguais, e ela dava graças a Deus quando eles terminavam. Sozinha, não encontrava conforto para suas dores em nada e em ninguém. Também não achava que possuía amigos, apenas conhecidos. E a maioria (ou quase todos) eram do trabalho. E era no trabalho, também, que estava o maior de seus problemas.
Ela havia se mudado há tempos para a cidade grande para trabalhar, vindo de uma situação pobre, mas nunca poderia imaginar que sairia daquilo para uma situação de morte. Era isso, afinal, que sentia: sentia-se morta. Não porque o seu patrão a obrigava a praticar sexo oral nele diariamente, mas sim por não ter forças para lutar contra nada e ninguém. Nada e ninguém. Nada. Ninguém. Era isso.
E no momento em que todos os seus sonhos pareciam-lhe ideias idiotas produzidas por outra pessoa, resolveu colocar um fim em seu próprio sofrimento. Acordou pela manhã, certa de que seria seu último dia. Tomou seu café com gosto - uma última refeição digna para uma moribunda. Pegou a lotação para o trabalho. Chegou ao seu destino quase animada e excitada com aquilo tudo, e era irônico que a expectativa da morte a fizesse sentir-se mais viva. Viva como há muito tempo não se sentia.
- Selene, poderia vir à minha sala por um instante?
Era seu chefe. Seu patrão. Seu algoz.
E seria provavelmente o fim de tudo.
Selene entrou cabisbaixa na sala de seu chefe. Como de costume, todas as persianas estavam fechadas. Logo que entrou ouviu o clique da chave atrás de si. Ajoelhou-se, como sempre. O sujeito gorducho, com a barba por fazer e cheirando a azedo postou-se na sua frente. Com gestos rápidos abriu o zíper das calças e pôs o pênis para fora. Selene olhou para o pequeno e flácido genital do homem, e então para seu rosto. Ele pareceu se assustar com aquilo - ela nunca o havia encarado antes. Ela abriu, então, a boca, e começou a fazer aquilo que sempre fazia.
Ela chupou-lhe o melhor que podia, aguardando o momento certo. Então, quando sentiu-o enrijecer em sua boca, sentiu uma explosão de adrenalina derramando-se por todo o seu corpo, e despejando-se em seus maxilares. Foi então que Selene cerrou seus dentes com toda a força que tinha. Imediatamente sentiu um líquido morno escorrer de sua boca - sangue. E não só o líquido era diferente do que o de costume, como também a sensação. Era tudo novo.
Em meio aos berros, o homem desferiu-lhe um golpe em cheio no queixo. Ela foi jogada no chão pela violência do impacto, e, ao cair, cuspiu fora o pedaço do homem dilacerado e provavelmente algum de seus próprios dentes. Mas não importava: havia acontecido. Aquela mulher moribunda que a olhava no espelho todos os dias - apática e sem vida - havia, finalmente, morrido.
Uma nova mulher estava a caminho.

[Ps: Pensei três vezes antes de publicar este texto. Por fim, prevaleceu a ideia de que este espaço é meu, e faço com ele o que quiser. ;)]

domingo, 8 de agosto de 2010

As Geladeiras de Minha Vida

Quando era criança, era pequeno. Meu maior sonho, minha maior aspiração, na época, era ser grande. É que eu queria ter o poder de olhar em cima da geladeira. Sim, é isso mesmo, meu sonho era poder enxergar o que havia sobre a geladeira. Lembro que era com curiosidade que eu via as pessoas grandes pegando ou deixando objetos ali. Ou então olhando para ver o que havia. E eu, morrendo de curiosidade. Apenas quando me pegavam no colo é que conseguia ver um pouco. Frustrante.
Cresci, e me dei conta de que podia olhar por sobre a geladeira o quanto quisesse. Só que, a partir daí, muitas outras ‘geladeiras’ surgiram - uma parecendo ser mais alta e intransponível que a outra. O problema é que não sei até que ponto me tornarei alto o suficiente para olhar.

sábado, 7 de agosto de 2010

Encontros & Desencontros

Estavam perdidamente apaixonados. Eram muito amigos, e se davam muito bem havia muito tempo. Um dia, enquanto estavam conversando, ele sentiu vontade de desabafar com ela:
- Tem uma coisa que eu queria te contar... - Disse ele titubeante.
- Diga. - Respondeu ela interessadamente, pois sempre se interessava pelo que ele pensava ou sentia. Ele era o amor da vida dela. Só que ainda não sabia.
- Precisava te contar isso. Já faz muitos anos que somos amigos, e eu queria que você soubesse que eu me apaixonei...
Quando ele falou “eu me apaixonei”, o mundo dela parou. O brilho do olhar, o tom da voz... ela teve certeza: estavam apaixonados e seriam felizes para sempre. Nada no mundo nunca mais poderia separá-los, e seriam felizes como nunca ninguém sonhou ser no mundo.
- Eu não acredito... - Ela disse - eu sempre fui apaixonada por você, sempre sonhei que um dia ficaríamos juntos! Eu te amo!
Silêncio.
A expressão dele mudou.
Ela enrubesceu, enquanto seus olhos enchiam-se de lágrimas.
Ele estava realmente apaixonado...
Mas não por ela.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ninguém pode dizer...

Ninguém pode dizer quem você verdadeiramente é.
Nem você mesmo.
Aceite isso.
E seja feliz.
Ou morra tentando.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Viver? Amar! Morrer...

Viver e morrer. Somos feitos pra isso. Só isso. E, ainda que exista quem está morto em vida, todos temos a vocação de viver, e, um dia, de morrer. Temos ao nosso lado pessoas com as quais convivemos todos os dias, mas nem todo dia entendemos que é preciso ‘amá-las como se não houvesse amanhã’. Já paguei caro por isso. Quando minha mãe se foi, só o que ficou em mim foi o vazio do abraço que faltou. Do carinho e das palavras não ditas. E eu, que sou apenas uma criança, queria poder voltar muitos anos no tempo para vê-la e senti-la com o pouco de conhecimento que hoje tenho a respeito do que significa viver.
Só que não dá.
Faz quase quatro anos que ela se foi. Ainda sinto. Ainda é difícil às vezes. Ainda tenho vontade de chorar de vez em quando. Mas não tenho o direito.
E todos nós morreremos. Alguns antes, outros depois. Muitos daqueles que agora estão à sua volta serão tragados pela estúpida e sorrateira morte, e o que você fez? O que eu fiz?
Hoje, quando penso em não gostar de alguém, decido que ninguém merece isso. Ninguém que me rodeia merece ser odiado em vida. Se as pessoas erram, pode ser porque não aprenderam a acertar, e minha obrigação é a de apenas ajudá-las. Ora, mas eu também não sei viver - estou aprendendo. Mas posso amar. Amar ajuda. Amar é tudo o que posso fazer.
Amar é ser livre, ainda que seja para navegar no pequeno oceano de nossas prisões particulares.
Amar é, enfim, viver...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vontades e Oportunidades

Queria tomar um café. Tomar café é muito simples, basta bebê-lo. Mas há muitas coisas por trás de um simples café. Para começar, é preciso ter algumas coisas à mão (como o café e o filtro, por exemplo). Tendo o que é preciso, precisamos aquecer a água, mas sem fervê-la. É que a água fervendo pode queimar o café e o gosto fica ruim. O próximo passo é passar o café. É preciso ter um pouco de paciência. Se você não possuir uma cafeteira automática (e a minha quebrou), tem que ir colocando a água aos poucos, até a medida certa. De qualquer forma, vai levar alguns minutos para que ele fique pronto.
Bem, eu quero tomar um café. A vontade existe. Os insumos estão todos aqui. Por que, então, não fazê-lo? Ah, é que eu estou com um pouco de mal estar, daqueles que fazem a gente ficar deitado no sofá sem querer fazer nada. E com um pouco de dor de cabeça, também.
Mas coisas que parecem simples podem nos dizer muitas coisas. E pensei que ser feliz é como tomar um café. Você precisa ter a vontade, mas ela por si só não basta. Tem que levantar do sofá, pegar aquilo que você tem e transformar em outra coisa. Precisa fazer o pó virar café pra tomar. A coisa é bem simples; o processo, porém, pode complicar um pouco. A água muito quente, insuficiente ou em demasia, pode comprometer tudo, e o café não vai ficar bom. Não tem receita certa. Eu, pelo menos, tenho a receita para o café de que eu gosto. Se bem que não é receita, é mais um feeling. Vou fazendo a olho...
E qual a receita para ser feliz? Ah, caros amigos, é muito simples, mas eu não saberia dizer - vou fazendo meio que no feeling. Só sei que, primeiro, é preciso levantar do sofá.
Agora me dêem licença, pois a minha água está no ponto.
Aceita uma xícara?

[Ps: Não encontrei os créditos devidos para a imagem]