sexta-feira, 12 de junho de 2009

1 mês no ar


********FAVOR NÃO LER********
Depois não vá dizer que eu não avisei

É estranho como o mundo aos poucos vai ficando mais jovem. Mais estranho ainda é não perceber isso por algum tempo, e quando você vê, pimba: já faz muito tempo que você nasceu. Bem, eu nasci há quase 30 anos atrás, mas parece que faz 10.000 (desculpa o plágio, Raul). Muitas coisas de que gostava já nem existem mais. Outro dia comentei com uma colega no trabalho sobre alguma coisa que não me lembro o quê, mas não vem ao caso (que coisa sem noção para se escrever), mas o que importa é que ela me olhou com uma cara que expressava um ponto de interrogação. Naquele momento eu me senti mais velho. Curioso como em nenhum aniversário que fiz me senti mais velho do que naquele momento. Comecei a rir e um pequeno filme passou diante de meus olhos, e acho que o que vi nele foi bom. Percebo que minha vida até aqui não foram só rosas, e as poucas rosas que vieram tinham muitos espinhos, e ninguém tinha me avisado disso. Também não estou reclamando, pois aproveitei muito bem todos os espinhos que a vida me trouxe, e acho que o sangue que escorre das feridas por eles abertas não é mau, assim como não é bom, assim como quase nada é totalmente mau ou bom (quase porque acredito em Deus, e Ele é bom).

Mas a tristeza na vida é certa, então eu acho que o bom mesmo é, como já escrevi outras vezes (eu acho que escrevi ao menos), aproveitar a viajem. Eu sei apreciar e gostar dos dias cinzentos, das coisas monocromáticas, da melancolia, e acho tudo isso muito belo. Alguém já me chamou de louco ou depressivo por isso, mas não é verdade. Lembrei do filme “Beleza Americana”, e aquela cena da sacola voando, que o rapaz achava algo extraordinário, e me identifico com isso. Sou estranho (me lembre de entrar numa comu do Orkut que tenha esse nome), mas gosto disso. Gosto de ser diferente e chato, e até meio ranzinza às vezes. Mas eu sei rir de tudo isso e penso que isso é o que importa.

Nem acredito que vou publicar aqui no blog este monte de asneiras, mas não é que vou mesmo! Difícil é alguém ler isso. Deve até doer. Desculpe aos escritores de plantão, pois não quero dar uma de escritor, minha pretensão é apenas me expressar, não para os outros, para mim mesmo, pois quanto mais escrevo, mais percebo que a tela do PC funciona quase como um espelho, e, por incrível que pareça, estou passando a conhecer mais a mim mesmo na medida em que escrevo. Talvez porque estamos cada vez mais próximos e mais distantes ao mesmo tempo. Só posso me conhecer se eu me revelar para alguém (também já escrevi isso antes), mas esse alguém está do meu lado e a correria, a confusão do dia-a-dia não me deixa aproximar. Acredito que é a hipérbole dos nossos tempos, mil canais de comunicação ao alcance de um toque e o total isolamento do nosso verdadeiro eu. Ou eu não deveria chamar isso de hipérbole? Já nem sei mais e nem faço questão de saber.

Na verdade mesmo só estou escrevendo um texto para ressaltar que estou feliz em escrever e compilar material para o blog. Minhas olheiras aumentaram um pouco, e talvez o conceito que poderia ser ‘A’ na disciplina de marketing caia para ‘B’ ou ‘C’ (desculpe Cristine), mas para mim o esforço compensa. Este blog é apenas mais um canal de não-comunicação à minha inteira, total e irrestrita disposição. Se alguém estiver lendo isso e gostar, que bom, se não, o que você está fazendo aqui? Procure algo mais útil pra fazer! (e posso dizer que eu avisei...)