sexta-feira, 29 de maio de 2009

Conhece-te a ti mesmo!

Não é o que uma pessoa pensa ou fala que a define, mas sim suas atitudes. Experimente pedir para outra pessoa descrevê-lo com sinceridade, e poderá vir a ficar surpreso com a resposta. Alguns podem até vir a dizer: ”- Eu nem sou assim!”, porém a mais dura verdade é que somos aquilo que os outros vêem que nós somos, e não aquilo que pensamos que somos.

Se não me engano era no templo de Apolo que havia uma inscrição que dizia “conhece-te a ti mesmo”, e que acabou se tornando o lema de Sócrates (o filósofo, não o jogador de futebol). Redundâncias pleonásticas viciosas à parte, é realmente necessário conhecer-se a si mesmo (ou conhecer-se e conhecer a si mesmo). Quem não se conhece não está apto a conhecer os outros. Mas como fazer isso? Como saber ao certo quem eu sou, quais os meus defeitos e minhas virtudes? Acredito que a melhor resposta é conversando com outras pessoas. Quando expomo-nos às outras pessoas, acabamos conhecendo mais sobre nós mesmos. Funciona como um espelho, eu jogo minha imagem na outra pessoa e em troca consigo me ver melhor.

Em contrapartida, a falsidade funciona como uma lente côncava ou convexa funciona em um espelho, ela distorce nossa imagem. E não apenas perante os outros, e sim perante nós mesmos. Tive um colega de trabalho que usava a expressão “o importante não é SER ‘x’, e sim PARECER ‘x’”, sendo ‘x’ substituído por qualquer coisa que você queira parecer, como honesto, companheiro, legal, sincero, e por aí vai... Este é o lema dos falsos. As pessoas falsas se escondem atrás de uma imagem delas mesmas que elas imaginam que os outros aprovarão. Se meu amigo gosta de cachorro, então não vou dizer que não gosto, assim essa pessoa gostará mais de mim. Quando escuto uma piada sem graça, dou risada mesmo assim, assim o outro gostará mais de mim... (Penso que isso é muito comum em jovens casais de namorados.)

Mas essa falsidade toda tem um preço: a infelicidade. Não é possível ser feliz em um relacionamento sendo assim. É um suicídio de si próprio (isso sim é uma redundância de respeito!). Isso se aplica a qualquer relacionamento.

Pode ser cômodo fazer com que as outras pessoas gostem da gente, mas é muito mais confortável saber que quem gosta de você faz isso por aquilo que você é, e não pelo que gostaria de ser. Faz bem para a alma.

Porém, como tudo na vida, há o bônus e o ônus. Depois que resolvi transformar os outros em espelhos, percebi o quanto sou chato. Bem, pelo menos eu sei que sou assim, e meus amigos também, então minhas crises de chatice não vão soar estranhas para eles como soariam se eu tentasse ser sempre aquilo que não sou: uma pessoa 100% feliz, sem problemas ou preocupações, e que encara tudo numa boa. E eu nem queria ser assim mesmo...