segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Entre Rosas e Espinhos: Sobre Viver e Sobreviver


Viver é, muitas vezes, não ter a vergonha de ser feliz. E outras vezes é não ter a vergonha de sofrer. E acho que não precisamos esconder nem uma coisa, nem outra. Li em algum lugar uma frase da Martha Medeiros que dizia que era preciso viver a dor também. Era isso ou mais ou menos isso, mas eu concordo com ela. Não acho, porém, que devemos nos prender à dor - devemos deixar que ela se vá, e procurar a felicidade; só que não podemos também viver uma felicidade alienada e sem motivos. Não podemos fingir que as dores não existem e que nosso caminho são rosas - não podemos ignorar a presença dos espinhos. Às vezes viver, outras sobreviver. Viver a dor e deixá-la ir embora, acho que é por aí o caminho, embora eu ache que acho muita coisa e pouco saiba, ou quase nada. O que sei é que somos seres impermanentes. Não mudei minha opinião de que tudo muda constantemente. Olhe à sua volta, e preste atenção aos detalhes. Olhe sua vida há um ano atrás e compare com o agora, e me diga: você não mudou?
O mundo está mudando, as pessoas idem. Nós inclusive! Mas isso não precisa ser ruim a menos que você queira que seja assim. A chave da felicidade ou da tristeza não está nas mãos de ninguém além de você mesmo. Então, se você quiser mesmo ser feliz, sugiro que levante do sofá agora mesmo e faça alguma coisa. Afinal de contas, o mundo gira muito rápido.
Até quando você pretende ficar aí, parado?