quarta-feira, 10 de março de 2010

Tudo passa... ou quase tudo. Ou quase passa...

Sabe aquela coisa de que você mais gosta? E aquela pessoa a quem você mais ama? Imagine sua vida sem nenhuma delas. Imaginou? Isso pode acontecer. E isso pode ser de uma hora pra outra, como num piscar de olhos, por assim dizer. E acontece.
Na verdade, todos os nossos gostares e amares são efêmeros, como a água da chuva, agora está aqui, e depois não está mais. Todos ou quase todos ao menos. Apenas Deus não passa, para aqueles (como eu) que nele acreditam. Se você não acredita, então você se enquadra na categoria ‘todos’. E essas coisas terminam mais fácil do que você imagina.
Pode acontecer de uma forma mais, ou menos trágica, depende da situação ou dos acontecimentos. Ou não. Por exemplo: a pessoa a quem você é mais apegado pode morrer de uma hora pra outra, ou simplesmente te trair e te destruir. Simples. Rápido. Totalmente doloroso.
Mas minha intenção não é a de escrever coisas tristes. Bom, ao menos não é dizer coisas tristes. Até porque não considero a fragilidade de nossos amores algo triste, apenas é algo humano. O grande problema é que, com o passar do tempo, não nos entregamos mais aos nossos relacionamentos, devido ao medo que temos de sofrer por amor. Com o passar do tempo, acabamos vivendo menos por causa disso, tiramos a vida de nossos dias. E é perfeitamente compreensível que seja assim, pois se vivemos menos, também morremos menos, e ninguém gosta de morrer. Quem tem amor à vida se protege. Passa pela vida usando um cinto de segurança. Quem anda sem cinto, com a cabeça pra fora do carro, gritando, cantando e mexendo com quem está passando pela rua é insano. Eu me considero um pouco dos dois...
Mas aí é que está o bonito da vida: viver intensamente, até cansar. Dormir pouco, comer bem, amar muito as pessoas, independente do que elas são, e gostar muito de tudo isso.
Ah, já nem sei mais também. A vida não é uma receita de bolo: cada um faz de um jeito, e, no fim das contas, as coisas acabam dando certo, na maioria das vezes. Ou não. Complicado? Não, simples. Mas difícil, isso eu reconheço.
Não é sempre que sou assim também. Às vezes estou torcido. Todos temos nossas ‘torceduras’. Você também tem as suas. Já sabe quais são? Acha que não tem? Então limpe o espelho, e olhe bem de perto...