terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Please, Help the World! II (a crítica)

O mundo não precisa de ajuda. O Mundo sabe se virar sozinho. O maior mal que há no mundo é o homem. Sim, o homem espalha sua destruição pelo mundo como se fosse um vírus, sempre se reproduzindo, sempre se espalhando, sempre destruindo as células sadias. Não. Talvez não seja um vírus, mas um câncer. Ou mesmo um híbrido: um câncer que se espalha como se fosse um vírus. Totalmente fora do controle. Sim, definitivamente quem precisa de ajuda não é o mundo, não é a natureza. Dê a esta dez anos sem nenhuma interferência humana e ela tomará conta de nossas preciosas cidades feitas de concreto. Pois nem concreto, nem ferro, nem qualquer outro elemento manipulado pelo homem pode nada contra a força da natureza.
É o homem que necessita urgentemente de ajuda. Precisa aprender a coexistir com o meio em que habita, sem buscar destruí-lo em nome de um conforto com um custo muito alto para as gerações vindouras (se é que existirão muitas) pagarem. Não há capitalismo capaz de justificar o consumo linear a que a nossa geração se submete dioturnamente. Mas é um vírus. Um câncer. Uma droga eficiente e muito potente a qual nossos líderes mundiais não tem nenhum poder de resistir. Tal como a corrupção no Brasil - nunca terminará enquanto houver tantos discípulos fervorosos a seu favor, e com tantos a darem total, irrestrito e incondicional suporte: desde o trabalhador que logra o padeiro no troco favoravelmente injusto até o político que está a encher as cuecas e as meias com o dinheiro do contribuinte - nosso dinheiro.
Querem ajudar o mundo? Livrem-no dos maltratos humanos! Querem ajudar o Brasil? Livrem-nos dos maltratos dos corruptos! Para variar, comecei um texto sobre um assunto e terminei em outro. Alguém quer por favor ajudar-me e livrar-me do álcool? (por favor não!)