sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Os Intocáveis


No fim de semana passado, mais exatamente no sábado, estive em Passo Fundo. Ao passar pelo Bourbon, fui, como sempre, dar uma bela olhada nos aparelhos eletrônicos, CDs e DVDs. Não sou do tipo que sai comprando filmes e shows em DVD a torto e direito, mas dois títulos chamaram minha atenção, ainda mais pelo preço, já que era muito convidativo: encontrei Forrest Gump e Os Intocáveis por R$ 12,90! Não pude resistir, comprei na hora! Hoje, finalmente, chegou o momento de revisitar a Chicago de Al Capone e Eliot Ness...
Eu me lembrava do filme ser bom, e de certa forma até emocionante. Um antigo filme de época. Mas não me lembrava de que era tão bom. Me surpreendi comigo mesmo ao me emocionar com cada virada que a história dava. Foi muito melhor do que a primeira vez que assisti a ele. Certos filmes parecem nunca envelhecer, e, quando ficam antigos, acontece algo semelhante a um bom vinho de uma bela adega, e saboreá-lo é extremamente agradável. A melancolia do trágico fim da menininha ‘Moço, você esqueceu sua maleta!’, como um gatilho para impulsionar tudo o que vem depois... e Al Capone. Sei lá, esse filme me deixou meio saudosista, talvez até melancólico.
Fiquei curioso para ver de que ano era o Forrest Gump, e tive outra surpresa: é de 1994! A surpresa se deve ao fato de que foi um dos melhores filmes que já vi no cinema, mas isso foi há quinze anos atrás. Eu estava na metade da jornada que já vivi até agora que estou me despedindo da casa dos vinte...
Os Intocáveis é melancólico, envelhecer é melancólico, e eu não sei ao certo como me sinto em relação a isto. Pra falar a verdade, talvez eu nem queira saber ao certo como me sinto. Por outro lado, vejo pessoas à minha volta passarem aniversários anestesiadas pela correria do dia-a-dia, enquanto envelhecem sem perceber que seu tempo está passando. E isso me faz lembrar das coisas que prometi que nunca iria deixar para trás só por ficar velho, mas que, ainda assim, foram se perdendo pelo caminho.
Bem, ao menos é bom saber disso... e viva o tocante Os Intocáveis!