segunda-feira, 11 de abril de 2011

Há tempos...


Há tempos que nem sou mais quem eu era. Depois que passou o Tsunami, pouco restou do que eu era antes - pra minha sorte...
E há tempos em que eu me preocupo muito com poucas coisas, e outros em que me preocupo pouco com muitas coisas. Depende. A diferença é que, depois que a gente enfrenta um Tsunami, aprende a dar valor e importância àquelas coisas que realmente fazem a diferença. Ou seja, pleonasticamente falando, a gente aprende a dar importância ao que é importante.
E eu, na minha loucura, penso em morrer para viver. Ah, tendo a escrever mais sobre isso no futuro no intuito de me fazer entender até a mim mesmo. O que quero dizer não é que penso em morrer no sentido de desejar a morte, mas sim que minha morte iminente seria uma tragédia sem tamanho, especialmente para mim. E por isso penso em viver ao máximo. Viver no limite. Como nunca e para sempre enquanto durar, como diria o poeta.
Porque amanhã posso já não estar aqui, e aí me pergunto, o que eu fiz? O que ficou? Será que ri o suficiente? Será que amei o suficiente?
E aí descubro que não - eu ainda não vivi o suficiente. E embora me pareça que já experimentei o que há de melhor na vida, eu quero mais. Cada vez mais.
Eu quero TUDO. E pra ter isso só me falta uma coisa: tempo.
E, se nesses tempos, já não sou mais quem eu era, então o que seria eu?
Acho que sou apenas "um estudante (in)dependente da mesada de seus pais. Um garoto com o braço tatuado.

E por você perdidamente apaixonado..."