Ok, resisti o quanto pude. Mas chega! Resolvi dobrar-me a este fenômeno internético recente que é o Trololo. Se você conhece, provavelmente encontrará coisa melhor pra fazer on-line que assistir a isso. Se não conhece, e resolver assistir, vai desejar ter feito coisa melhor na internet que ficar vendo isso.
Só não vai dizer que eu não avisei...segunda-feira, 12 de abril de 2010
Trololo
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sábado, 10 de abril de 2010
Cenas de Ação
Para quem gosta de cenas de ação, aqui estão duas das melhores cenas já produzidas para o cinema. [ironic mode: on]
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
THE GURITLES
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Cléber Machado: O Filósofo...
Só para colaborar com o que postei antes:
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Tolices do Orkut...
Vi isso num tópico e não pude deixar de reproduzir. A interpretação das opiniões fortes de Cléber Machado está simplesmente impecável!!!!
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Finalizando...
Bem, postei meu primeiro conto aqui no blog (o primeiro que escrevi, na verdade) na medida que ia finalizando as ideias. Fiz, depois disso, uma parca revisão ortográfica, reescrevi umas poucas coisas, e publiquei-o no Scribd. Quem quiser pode conferir e baixar lá. Aliás, eu aconselho quem não conhece a conhecer o Scribd. Lá é possível encontrar praticamente de tudo. É uma espécie de compartilhador de documentos de texto. Além disso, para criar uma conta é totalmente grátis, rápido e indolor!
Ah, e aproveitei para linkar o texto completo aí embaixo também...
Enjoy, if you want!
Conto de Carolina
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terça-feira, 6 de abril de 2010
O Conto de Carolina - Parte III (Final)
ANTES DE LER...
[LEIA A PRIMEIRA PARTE LOGO MAIS ABAIXO OU CLIQUE AQUI]
[LEIA A SEGUNDA PARTE IMEDIATAMENTE ABAIXO OU CLIQUE AQUI]
[LEIA A PRIMEIRA PARTE LOGO MAIS ABAIXO OU CLIQUE AQUI]
[LEIA A SEGUNDA PARTE IMEDIATAMENTE ABAIXO OU CLIQUE AQUI]
- Bem, mas você ainda não sabe o que vim fazer aqui, e imagino que esteja curiosa a esse respeito - afirmou o homem de óculos que estava sentado do outro lado da mesa da cozinha, o mesmo que havia chacinado a família de Carolina há quarenta anos atrás. Carolina engoliu em seco enquanto ele continuava seu discurso.
“O caso é que eu realmente queria ter matado a todos na época. Minha intenção era a de que não sobrasse ninguém para contar a história, mas eu cometi um erro, e esse erro acabou custando muito caro. Eu simplesmente não percebi que você estava naquele quarto. Estava pilhado demais eu acho.”
“Mas é como eu te disse, esse erro acabou me custando caro demais. Para começar, eu pensei muito em terminar meu serviço. Fiz inúmeros planos, mas eram todos muito falhos. A polícia estava sempre vigiando. Eles logo te colocaram em uma ótima família, isso por causa do grande apelo da mídia eu acho... mas enfim, você era um objetivo muito distante.”
“O tempo foi passando, a poeira foi baixando, e eu caí em mim... caí num buraco no qual não conseguia ver o fundo, não conseguia atingir o fundo, por mais que desejasse...”
Quando ele falou da parte do poço, Carolina conseguiu imaginar como ele dizia ter se sentido, porque ela mesma se sentira assim por muitos anos a fio. Mas ela não acreditava naquelas palavras. Elas eram frias e sem emoção, como se aqueles sentimentos a que ele se referia pertencessem a outra pessoa, já que ele nunca seria capaz de sentir algo assim. Mas ele seguiu com seu discurso, ignorando os olhos incrédulos e lacrimosos de Carol.
- Foi como um pesado e doloroso insight para mim. Comecei a ter sentimentos de culpa e medo, algo que nunca pensei que fosse me acontecer. Eu tinha pesadelos horríveis enquanto nem mesmo dormia, e, se dormia, eles eram dez vezes piores.
“O que eu quero dizer, o que vim aqui pra te dizer, é que eu me arrependi.”
Carolina não podia acreditar no que estava ouvindo. Aquilo não podia ser verdade! Ele era um assassino! Um mentiroso! Um animal perverso! Isso não estava acontecendo, era apenas um sonho. Não, era um pesadelo, uma brincadeira de mau gosto.
Seu corpo já não a obedecia mais, começava a tremer incontrolavelmente, enquanto por sua mente passavam xingamentos e blasfêmias que nunca fora capaz de proferir em voz alta. Lágrimas agora escorriam de seus olhos, e seu linguajar não passava de um balbuciar de palavras trêmulas.
- Carol, acalme-se, isso não ajuda em nada. Além disso, eu não espero que você me perdoe, eu apenas queria... ACALME-SE!
Aquilo era a gota d’água. Descontrolada, ela afastou-se dele, derrubando a cadeira no chão e batendo seu quadril contra a pia da cozinha, as mãos cerradas em punhos sobre o rosto encharcado, a faca em riste. Era incapaz de controlar os tremores quase convulsionantes.
- Seja racional, pelo amor de Deus! Seu marido e seus filhos estão chegando, e você não gostaria que eles vissem nada disso! Não gostaria que nada acontecesse a eles...
Essas últimas palavras trouxeram Carolina de volta à terra. A imagem de seu marido e de seus filhos veio instantaneamente à sua mente. Como ele ousava citá-los? Supor que algo poderia acontecer a eles? A tremedeira diminuiu, e ela lentamente abaixou as mãos ainda cerradas Seus olhos estavam arregalados, a boca aberta de pavor como se pronunciasse alguma vogal inaudível, o lábio superior arcado revelando terror e nojo ao mesmo tempo.
O homem que se autoentitulava Afonso também estava de pé, e movendo-se em sua direção. Já havia retirado a cadeira do caminho, acomodando-a gentilmente ao lado. Enquanto andava, seguia falando calma e pausadamente. Será que finalmente ele terminaria a tarefa iniciada há tantos anos atrás?
- Olha, eu não tenho como te explicar porque fiz aquilo. Eu tinha meus motivos, mas não quero me justificar, porque não há como justificar o injustificável. Agora eu só quero a justiça... custe o que custar.
Afonso ficou de frente para Carolina, há poucos centímetros de distancia, e a faca, apontada diretamente para seu abdome, quase o tocava.
- Você pode fazer três coisas agora, - disse ele - a primeira opção é me deixar sair daqui e continuar vivendo como se nada nunca tivesse acontecido, como se eu nunca tivesse aparecido. Não acho que você fará isso. Eu não faria. Sua segunda opção é pegar este telefone que você carrega aí com você e ligar para a polícia, e é uma boa opção, eu diria. Se você fizer isso, eu serei preso, e você não será uma assassina. Mas eu espero que você escolha a terceira opção... e enfie esta faca diretamente aqui... - disse ele, apontando para seu próprio peito com o dedo indicador - sim, eu gostaria disso, seria mais fácil para mim; a solução dos meus problemas.
Ela o encarava olhos nos olhos, e não sabia de onde tirava forças para fazer isso. A faca firme em sua mão, a adrenalina em seu pico máximo. Cada centímetro do seu corpo desejava desferir aquele golpe, mas não conseguia. Não era uma assassina, afinal. Não tinha o que era preciso para se tornar uma, mas também não tinha condições emocionais ou físicas de abaixar aquela faca.
- Eu pensei que fosse ser difícil para você, e talvez eu tenha algo comigo que possa te ajudar a tomar a decisão certa. - enquanto ele falava, levou a mão esquerda às costas para pegar algo, e a imagem de uma faca desenhou-se na mente de Carol. O movimento deve ter sido muito rápido, pois, sem ela perceber o que ele havia feito, sentiu o impacto em sua barriga, um impacto por muito tempo desejado, algo que ela sempre quis saber como era. Sim, no fundo ela sempre desejou saber o que seus pais haviam sentido no momento de sua morte. Num reflexo instintivo, livre de qualquer pensamento, toda a tensão que sentia, toda a adrenalina que fervia em suas veias, toda a sua força e a sua alma canalizaram-se para sua mão direita, que desferiu um golpe fatal no flanco esquerdo de Afonso.
Com o susto, ela largou a faca, que estava enterrada por inteiro na barriga dele. Incrédulo, ele olhou da faca para os olhos de Carol, e o rosto dele espelhava um sentimento que ela não soube dizer o que era. Aos poucos voltando a si, ela escutou um som familiar, e tremeu. Procurou pelo ferimento que ele a infligira, mas não o encontrou. Em seu lugar, escondido no interior do bolso de seu avental, ainda tremendo e gritando, havia um celular. Não uma faca, mas um maldito celular!
Olhou novamente o homem sangrando, escorado à mesa, e percebeu que em sua mão direita havia uma fotografia antiga, o retrato de um casal que ela imediatamente reconheceu: eram seus pais, sorridentes, no preto e branco daquela foto desgastada.
Afonso caiu no chão, e ali, deitado, com a vida por um fio,disse:
- Obrigado Carol... obrigado minha irmã.
Seu rosto expressava um misto de gratidão e satisfação. Deve ter sido a última coisa que ele sentiu.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
O Conto de Carolina - Parte II
[ANTES DE LER, LEIA A PRIMEIRA PARTE NO POST LOGO ABAIXO, OU CLIQUE AQUI]
Carolina encarou seu algoz, ele parecia ter a mesma idade de seu marido. Era grisalho, de cabelos curtos, rentes a cabeça, olhos claros. Usava um óculos bifocal de armação grossa e com aspecto antigo, e vestia um suéter de meia estação, de cor cinza-claro. Um homem que, em outras circunstâncias, poderia parecer até atraente. Seus olhos eram vazios de alegria ou tristeza, e ele estava de mãos vazias.
- Por favor, sente-se. - pediu gentilmente o homem. - Meu nome é Afonso. Não precisa dizer o seu, eu a conheço muito bem Carol, melhor do que você imagina. Não vai se sentar?
Contrariando seus músculos e seu corpo cheio de adrenalina, ela sentou-se à mesa que se interpunha entre os dois, a mesa redonda da cozinha. Era a única coisa que os separava naquele momento. Ela ainda segurava a faca em sua mão, e a segurava tão firme que fazia a carne de sua mão empalidecer ainda mais.
- O q-q-quê...
- O que eu estou fazendo aqui? Ora, Carolina, presumo então que você já tenha deduzido quem eu sou? Bem, você nem faz ideia de quem eu sou, mas sabe o que fiz no passado. Sabe que fui eu, e isso já é alguma coisa.
Carolina foi invadida por um sentimento louco de enfiar sua faca no coração daquele homem. A adrenalina inundava seu corpo, deixando todos os sentimentos à flor da pele. Se aquela mesa não existisse, nada a impediria de enfiar cada centímetro de aço que conseguisse em seu peito. Mas ela estava sentada do outro lado da mesa, há pouco mais de um metro de distancia. E ele continuava falando.
- Não foi difícil te localizar depois que queimei a casa. Na verdade, você estava em toda a mídia. O problema mesmo foi a caça às bruxas promovida pela polícia depois dos... vamos dizer... acontecimentos.
“Eu era jovem na época, tinha apenas dezessete anos, e isso era um ponto a meu favor. Primeiro porque no Brasil só se vai pra cadeia quem é de maior, e segundo porque atribuíram o meu crime a alguém com experiência. Realmente sempre subestimaram os jovens nesse país. Você já tinha reparado nisso?”
Cada palavra proferida por aquele demônio em forma de gente era como uma lâmina a penetrar na alma de Carolina. Doía ver como aquele verme era capaz de ficar sentado ali, calmamente agindo como se nada tivesse acontecido. Como se o seu único erro fosse algo semelhante a roubar uma barra de chocolate no supermercado. Ele era um psicopata, um animal sem sentimentos, um demônio.
Carol viu a si mesma pulando por cima da mesa, a faca em punho, partindo para cima dele. Com dificuldade, usando as duas mãos, conseguiu enfiar a faca em seu peito, e então não havia mais resistência. A faca movia-se sozinha em sua mão, levantando jatos de sangue cada vez que saía da carne dele. Como um maestro comandando uma orquestra sinfônica, ela repetia o movimento tão violentamente, com tanta força, que seu braço começava a doer. Mas não perdia a força. Era a fúria divina manifestada em seu corpo. A adrenalina pura. O sangue quente que jorrava do corpo do animal era como um novo batismo. Era libertador. Misturando-se às suas lágrimas, misturando-se ao seu próprio sangue, o sangue de muitas feridas abertas há muitos anos, que nunca conseguiram cicatrizar. Era a justiça. Era o clamor de dezessete almas impulsionando sua mão. Era o que ela sempre tinha desejado no fundo de sua alma atormentada, tudo o que ela sempre quis. Só que melhor...
Mas era apenas a sua imaginação, ela permanecia sentada, exatamente como ele mandara.
O canalha não parava de falar. Quanto mais ele falava, mais o sangue de Carolina fervia. Por que ele falava tanto? Por que não fazia o que tinha vindo fazer de uma vez por todas? O que ele pretendia, afinal?
às
22:20
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domingo, 4 de abril de 2010
O Conto de Carolina
Carolina estava na cozinha. Picava alguns legumes para o almoço. Usava uma faca de lâmina grande, o que lhe causava arrepios. Parecia bobagem, mas não era. Fazia quarenta anos que ali, naquela mesma casa, havia acontecido uma tragédia. Um homem misterioso entrou, no meio da noite, e matou quase todos na casa usando uma faca semelhante àquela. A única sobrevivente havia sido uma garotinha de sete anos de idade, chamada Carolina.
O assassino havia entrado, camuflado pela noite sem luar, e passado de quarto em quarto, usando sua faca. Silenciou cada hóspede desavisado que dormia sua última noite de sono. Ao todo foram dezessete mortes no casarão da família, e as vítimas eram nada mais nada menos que todos os parentes de Carolina, ao menos os próximos. Seus pais, seu irmão, sua irmã, seus tios e primos. Após a matança, não contente em destruir todos, ele espalhou um galão de gasolina pela casa e ateou fogo.
Carolina não conseguiria ser precisa ao tentar explicar como havia escapado. Ela lembrava de estar dormindo com seus pais no quarto de hóspedes, no andar térreo. Lembrava da luz do fogo que vinha de toda a parte, e de tentar fugir daquilo tudo. Quando se deu por conta, já estava do lado de fora da casa, na rua, que estava repleta de gente, atraída pela casa que pegava fogo, iluminando a noite seu luar.
Agora aquela senhora, de quarenta e sete anos, estremeceu mais uma vez com a faca na mão. Lembrou as noites sem fim em que esperava que o assassino voltasse para terminar o serviço. E lembrava que, depois de um tempo, passou a desejar que acontecesse.
Com o tempo, foi tocando a vida, até que descobriu o amor. A vida foi ficando mais fácil, a família foi acontecendo novamente em sua vida. Ela e o marido decidiram reconstruir a antiga casa, e as sombras do passado nunca mais a tinham atormentado. Ao menos era isso que os outros pensavam. No fundo, a sombra nunca a deixara. As feridas nunca haviam se fechado completamente.
Sozinha, fazendo o almoço para o marido e o filho mais velho, que voltariam do trabalho, e o filho mais novo, que chegaria da escola, ela sussurrou consigo mesma, como fazia de costume:
- Eu queria que você visse que todo o mal que você me fez não foi o suficiente para me destruir. Eu ainda estou aqui. Ainda viva. Vitoriosa.
Como acontecia às vezes, sentiu como se alguém fosse lhe responder. Sentiu como se o assassino estivesse há alguns metros atrás dela, escutando. Não eram raras as ocasiões em que ela se sentia assim, e esses pensamentos a faziam arrepiar.
Mas desta vez aconteceu algo diferente, ela ouviu uma respiração pesada assim que parou de falar, algo como um suspiro rouco. Perplexa, ficou paralisada, desejando que fosse apenas o seu marido que chegava mais cedo do serviço. Mas não era.
- Eu estou aqui. - disse uma voz serena e rouca atrás dela.
Sim, era ele. Não havia dúvidas. O coração pareceu parar de bater, a respiração parou, o corpo não mais lhe obedecia. Finalmente, as preces que fazia quando menina seriam atendidas. Ele havia voltado para terminar o serviço. Com dificuldade, ergueu a cabeça, e, ao olhar para frente, viu o reflexo de um homem na janela da cozinha.
- Eu pensei muitas vezes em vir atrás de você, - disse o reflexo do homem na janela - e em terminar o que comecei naquela noite.
O sangue, que parecia ter desaparecido há instantes atrás, subiu à sua cabeça. Involuntariamente sua mão cerrou-se em volta da faca que segurava. Antes mesmo de perceber ou pensar fazer qualquer coisa, já estava virada de frente para o seu carrasco, fitando-o com os olhos marejados de lágrimas. Lágrimas que eram em parte tristeza, mas na maior parte ódio e rancor. As feridas, enfim, estavam todas abertas.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Deixei passar...
Houve algumas coisas que deixei passar aqui no blog. O dia da mulher, por exemplo, e, mais recentemente, o dia da água. É claro que eu teria pencas de coisas para escrever sobre os dois assuntos aqui...
Mas, afinal de contas, por que escrever?
Sou um cara que gosta de conversar, só que sou muito prolixo. Quando começo a devanear sobre algum assunto vou longe. O fato é que sempre desejo dizer mais do que normalmente falo em uma conversa normal. Aqui não. Embora expresse um pouco menos do que gostaria, não há ninguém para interromper meus devaneios. Um espaço ilimitado para escrever sobre o que eu quiser e o quanto eu quiser.
Há também o fato de que as pessoas em geral não gostam de ouvir. Perdeu-se em nossos tempos o gosto pela conversa, pela troca de idéias. As pessoas sempre tem seus conceitos e opiniões formadas sobre quase todos os assuntos, de sexo a política, passando por futebol, cinema, religião e (Deus me perdoe por citar) BBB.
Quando não escrevo, em geral, é porque tenho outros afazeres, ou porque o assunto me cansa, ou mesmo porque eu preciso "elaborar melhor". Só que às vezes elaborar melhor é um saco.
Tenho muitas ideias também quando estou na cama, prestes a dormir. Mas é claro que no outro dia eu não me lembro mesmo do que rolou enquanto eu não dormia. Esses dias atrás eu sonhava, e, enquanto sonhava, lembro-me de ter pensado: "essa ideia seria ótima para escrever um livro". Quando acordei, já nem lembrava de nada. Triste.
A propósito, hoje é dia 1º de Abril...
Mas, afinal de contas, por que escrever?
Sou um cara que gosta de conversar, só que sou muito prolixo. Quando começo a devanear sobre algum assunto vou longe. O fato é que sempre desejo dizer mais do que normalmente falo em uma conversa normal. Aqui não. Embora expresse um pouco menos do que gostaria, não há ninguém para interromper meus devaneios. Um espaço ilimitado para escrever sobre o que eu quiser e o quanto eu quiser.
Há também o fato de que as pessoas em geral não gostam de ouvir. Perdeu-se em nossos tempos o gosto pela conversa, pela troca de idéias. As pessoas sempre tem seus conceitos e opiniões formadas sobre quase todos os assuntos, de sexo a política, passando por futebol, cinema, religião e (Deus me perdoe por citar) BBB.
Quando não escrevo, em geral, é porque tenho outros afazeres, ou porque o assunto me cansa, ou mesmo porque eu preciso "elaborar melhor". Só que às vezes elaborar melhor é um saco.
Tenho muitas ideias também quando estou na cama, prestes a dormir. Mas é claro que no outro dia eu não me lembro mesmo do que rolou enquanto eu não dormia. Esses dias atrás eu sonhava, e, enquanto sonhava, lembro-me de ter pensado: "essa ideia seria ótima para escrever um livro". Quando acordei, já nem lembrava de nada. Triste.
A propósito, hoje é dia 1º de Abril...
às
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