quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Salário Mínimo

Por que não aumentam o salário mínimo quatro vezes?

Resposta: Porque os pobres comprariam mais. Sim, essa é a resposta, e é bem compreensível que seja assim - é o certo. Imagine se com o salário mínimo a quinhentos e poucos reais já é difícil controlar a inflação, imagine se ele fosse mais que dois mil reais? Esses tempos atrás o BACEN já aumentou um pouco o compulsório dos bancos para enxugar o mercado e segurar a inflação através da redução do consumo, isso quer dizer que se as pessoas pudessem comprar quatro vezes mais do que compram hoje, simplesmente não haveria oferta suficiente no mercado, o que geraria uma onda inflacionária do tamanho do mundo.
É preciso registrar aqui que os salários estão aumentando gradativamente de uma forma que nunca vimos antes. Basta lembrar que o sonho da família brasileira era que o salário mínimo alcançasse os cem dólares. A quantos dólares o salário mínimo equivale hoje?
Só escrevi isso aqui porque fiquei puto (sim, P.U.T.O.) com a propaganda política do PSTU que vi há pouco na TV. Puxa vida, minha gente, borá botar o dedo no cu a mão na consciência!!!!

Ps: Fazia tempo que não escrevia nada aqui, e sinto muito em romper o silêncio dessa forma, mas nem me aguentei.
Ps²: Claro que sou contra o aumento dos salários dos dePUTAdos, mas disso não quero falar agora.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pensamentos

Escolho um lugar para ficar só, para pensar. E, quando começo a pensar, começo a escrever, pois é escrevendo que consigo pensar alto. Algumas pessoas falam sozinhas, eu falo e escrevo sozinho. À minha frente há uma árvore frondosa e bela, e fico a admirá-la por uns instantes. É aí que me dou conta de que paira sobre ela um pássaro. Ele tem belas e grandes asas, e as usa para planar em movimentos circulares, aproveitando o vento lá de cima. Ele vai planando e planando, e não consigo desprender os olhos dele. Há muitos significados para mim naquele vôo, muitas metáforas por trás daquela imagem, mas não me atrevo a pensar em nada - apenas aprecio-o deslizar pelo ar. E assim ele vai...
E meus pensamentos correm soltos por anos e anos a fio. Fazem uma milhonésima retrospectiva das muitas coisas que vivi; dos muitos caminhos que trilhei para chegar onde estou hoje. E me dou conta de que será ano novo em poucos dias - meu trigésimo segundo ano novo.
E o que sou hoje não passa daquilo que quero ser, que escolhi ser. Sim, porque são as escolhas que fazemos que determinam o caminho por onde passamos, e os lugares aonde chegamos.
E onde eu estou agora? Ah, estou exatamente dentro de mim mesmo. E acho que isso é bom. É o que basta por enquanto. É onde quero estar.
Olho novamente e vejo que o pássaro já não está mais ali - se foi. Escolheu outro caminho; outro lugar para ir. Hora de eu também partir, de voltar para casa. Mas me pergunto onde fica a minha casa, onde é o meu lar, e algo dentro de mim responde que minha casa é onde meu coração está. Então, sem titubear, parto em direção a ele...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vivendo

Já faz algum tempo que não escrevo nada para o blog. Tempo mesmo. E temo que até tenha perdido a habilidade de escrever, se é que um dia a possui. É que estou tentando viver fora das linhas, se é que vocês me entendem. Mas percebi, nestes tempos de ausências, que as coisas giram. O Sol gira. A lua gira. A Terra gira. Nós? Giramos... E, enquanto giramos, mudamos. Nos mudamos e mudamos, para nunca mais sermos os mesmos, a não ser que os múltiplos giros que damos nos levem aos mesmos lugares de outrora.
E eu estou vivendo, apenas. E acho que isso é muito mais do que achei que fosse capaz de fazer. Gostaria até de explicar melhor como isso funciona, mas nesses giros que dei, de uns tempos prá cá, acabei meio que me perdendo de mim mesmo, e agora apenas estou aproveitando a viagem. Se antes eu não estava muito certo de quem eu era, hoje já não tenho dúvidas de que estou certo de que não faço nem ideia de quem sou; apenas que muito do que escrevi há tempos atrás não me descreve mais; não se aplica mais a mim. O que sei é que tenho vontade ainda de escrever, embora sinta que não tenho mais a capacidade para tal. Mas este texto me reflete nisso - em minhas vontades e incapacidades.
Descobri, entretanto, qeu se perdi algumas habilidades, adquiri outras - posso sentir. Sim, sentir. Não só sentir como viver alguns sentimentos. E nem mais racionalizo tanto como costumava, e isso é bom e não é ao mesmo tempo. Penso que enquanto racionalizava muito, sentia muito, escrevia mais ainda e vivia pouco. E agora, racionalizo pouco ou quase nada, sinto muito e vivo muito. Ah, e escrevo pouco...
Mas talvez isso seja assunto para um outro texto.
Se é que ele um dia virá antes de me consumir...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desafio dos 7 - R E S P O N D I D O

Ok, ok!!!! Aceito o desafio imposto proposto pela Yeruska Totalmente Incomum de responder sete coisas sobre várias coisas. Em breve aqui estarão postadas as respostas. A quem quiser saber como é o desafio, deixo as perguntas aí embaixo, ainda sem respostas. 
E quem disse que eu as tenho?

[Agora sim! Aí estão as respostas. Estava com preguiça de pensar em alguém pra responder isso, então, quem quiser pode deixar o nome e o link nos comentários e se apropriar do questionário, ok? É de vocês...]


7 coisas que pretendo fazer antes de morrer:
Conhecer a Europa;
Conhecer o nordeste;
Aprender duas línguas estrangeiras;
Viajar de avião;
Ter um filho;
Escrever um livro;
Plantar uma árvore.

7 coisas que mais digo:
Não fui eu;
Não vi quem foi;
Quando eu cheguei já tava assim;
Não sei onde está;
Capaz? (no sentido de “não brinca?”);
Bah!
Não sou contra nem a favor, muito pelo contrário!

7 coisas que faço bem:
Dormir;
Comer;
Fuçar no PC;
Jogar videogame;
Dirigir;
Conversar;
Cozinhar;

7 defeitos meus:
Não terminar muitas das coisas que faço;
Me importar demais com os outros;
Gastar muita grana com bobagens;
Roer os dedos;
Ser exageradamente autocrítico;
Não me lembrar das coisas;
O sétimo esqueci...



7 coisas que amo:
Amar;
Viajar;
Cantar;
Violão;
Escrever;
Cinema;
Amar. (Sim, de novo!).

7 qualidades:
Sou sincero;
Otimista;
Persistente;
E até um pouco sentimental;
Luto pelo que quero;
Desde que isso não mate ninguém;
E sei que sou capaz de amar...

7 pessoas para fazerem o jogo dos sete:
Se
Quiser
Fazer
Este
Jogo
Comente
Abaixo...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O Mar da Impermanência...

Sempre fui de entender as coisas. De querer saber como tudo funciona. Não fiz por mal, é parte da minha natureza, daquilo que sou, e acredito que meu maior dom seja entender como as coisas funcionam.
Entender...
Foi assim que aprendi a tocar violão sozinho. Foi assim que aprendi muita coisa da minha vida sozinho. Aprendi a viver. Aprendi, mas não entendi, pois a maior parte do entendimento me faltou - a vida é grande demais para ser entendida, e se tentamos entender tudo, acabamos vivendo pouco.
E chego a um ponto da minha vida em que entender deixou de ser fundamental. E não procuro mais entender as coisas ou mesmo minha própria vida, apenas aceito aquilo que tenho nas mãos e tento transformar tudo no melhor que posso. É nisso que quero ser bom agora. Deixo de lado um pouco a complexidade para me voltar às coisas mais simples, mas que me fazem bem. E procuro apegar-me ao que me faz bem, descartando aquilo que não é bom. E todo dia é um novo dia. É o único dia. Um dia de cada vez, um único dia de cada vez.
E se não sei o que quero ou o que não quero, sei de que gosto e de que não gosto (na maioria das vezes eu sei), e isso me basta agora. E vivo em meu permanente estado de impermanência. Isso porque a permanência oscila em inconstantes inconstâncias, tal qual um mar em ondas aleatórias e assimétricas.
E eu? Eu resolvo parar o que estava fazendo para olhar o mar...
Gosto de ficar olhando para o mar imenso e desconhecido, contrastando com o céu que ora está azul, ora cinza.
É bonito. Olhar o mar sempre me faz bem...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A Impermanência



Nossa vida é feita de fases. A minha, ao menos, é. E agora chega uma fase que não sei mais lidar com minha própria vida, não sei viver - nunca aprendi. E percebo que nunca soube nada além daquilo que me ensinaram um dia. Claro que eu já sabia disso, e provavelmente esteja me repetindo novamente, como costumo fazer, mas o que quero realmente dizer é que a vida nos ensina muita coisa, basta que queiramos aprender com ela. Assim, olhar para o passado é ter a capacidade de ver o caminho que trilhamos a fim de tentarmos melhorar nossas rotas. E isso é péssimo, pois o que fizemos não pode dizer o que faremos em seguida; e pautar nossa vida por aquilo que acertamos e erramos no passado é engessar nosso futuro, e pode privar-nos de muitas experiências que nos seriam valiosas. Já sei o que você pode estar pensando ao ler isso: se já pôs a mão no fogo uma vez, porque fazer isso novamente? Parece loucura, não? A não ser que você saiba que o fogo nem sempre queima, tem vezes em que ele apenas nos aquece. E pode ser que você um dia sinta frio, e relute em se aproximar do fogo apenas por medo de se queimar mais uma vez. Então escolha: prefere arriscar se queimar novamente ou ficar congelando no frio?
Todo o dia fazemos escolhas, embora nunca ninguém nos tenha ensinado a fazê-las (e penso que ninguém poderia). E embora possamos escolher não escolher, isso não passaria de apenas mais uma escolha - a de não escolher. E no fim não há regras. Não haverá. E Nem toda a regra existe sem existir tem exceção, pois se toda a regra tivesse uma exceção, a exceção que confirmaria a regra seria uma regra sem exceções - o que invalidaria a regra de que “toda a regra tem uma exceção”. Princípios? Ética? Regras? Ora, meus caros amigos, apreciem tudo isso com moderação.
Ao menos é assim que penso hoje que as coisas deveriam ser. Mas isso é apenas hoje. Nessa minha fase de total impermanência, tudo não passa de mudanças, e amanhã talvez eu não concorde com a metade do que acabei de escrever aqui.
E vejo que já nem concordo mais...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Impossível e o Nunca


Impossível? Nunca me diga isso! Impossível, como diz a canção, é só questão de opinião.
Enquanto isso, o nunca teima em acontecer todos os dias.

E você, de que duvida?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Entre Rosas e Espinhos: Sobre Viver e Sobreviver


Viver é, muitas vezes, não ter a vergonha de ser feliz. E outras vezes é não ter a vergonha de sofrer. E acho que não precisamos esconder nem uma coisa, nem outra. Li em algum lugar uma frase da Martha Medeiros que dizia que era preciso viver a dor também. Era isso ou mais ou menos isso, mas eu concordo com ela. Não acho, porém, que devemos nos prender à dor - devemos deixar que ela se vá, e procurar a felicidade; só que não podemos também viver uma felicidade alienada e sem motivos. Não podemos fingir que as dores não existem e que nosso caminho são rosas - não podemos ignorar a presença dos espinhos. Às vezes viver, outras sobreviver. Viver a dor e deixá-la ir embora, acho que é por aí o caminho, embora eu ache que acho muita coisa e pouco saiba, ou quase nada. O que sei é que somos seres impermanentes. Não mudei minha opinião de que tudo muda constantemente. Olhe à sua volta, e preste atenção aos detalhes. Olhe sua vida há um ano atrás e compare com o agora, e me diga: você não mudou?
O mundo está mudando, as pessoas idem. Nós inclusive! Mas isso não precisa ser ruim a menos que você queira que seja assim. A chave da felicidade ou da tristeza não está nas mãos de ninguém além de você mesmo. Então, se você quiser mesmo ser feliz, sugiro que levante do sofá agora mesmo e faça alguma coisa. Afinal de contas, o mundo gira muito rápido.
Até quando você pretende ficar aí, parado?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Onde Os Fracos Não Tem Vez...


Todo mundo tem o seu lugar no mundo. Na verdade, a gente ocupa uma espécie de ‘espaço invisível’, que é só nosso. É como se fosse a nossa casa, só que não é algo físico, é algo além disso. Nem sei explicar como é, não sei se me faço entender aqui, e precisaria pensar mais sobre isso para elaborar melhor, mas ao invés disso resolvo escrever, mesmo sem saber. O que sei é que este espaço é confortável e repleto de espelhos (olha só os espelhos de novo...). E chegamos a nem nos enxergar fora deste lugar - ele é o nosso contexto; nosso norte. É como nos posicionamos de acordo com as coisas e com os outros que nos cercam.
Agora, imagine-se sem nada disso. O que sobraria?
Você. Sobraria somente você. Você conseguiria viver consigo mesmo, fora desse contexto e destes espelhos que te cercam? Ousaria experimentar essa viagem? Descobrir que você nem é você mesmo, ou o que pensava que fosse, pode ser uma experiência única e muito poderosa. E pode ser que você seja maior do que jamais imaginou, e mais forte e grande do que todos pensavam - e eles eram apenas limitadores de tamanho e velocidade.
Ah, não estou te convidando a fazer isso, apenas estou tentando te fazer imaginar um mundo em que você não é você mesmo. Um mundo onde você é uma outra pessoa que jamais pensou que pudesse ser. Mas nascer de novo não é para todos, definitivamente, pois um novo parto nunca é uma experiência agradável e sem dor. Só que às vezes é necessária.
Se isso acontecer um dia, apenas lembre-se de ser feliz, de conquistar uma nova vida, tentando não se encaixar em nada nem em ninguém. Apenas faça de sua vida uma jornada em busca da felicidade daqueles que estão contigo, pois é assim que e tua felicidade virá. Espalhe flores pelo caminho, não porque deseja que os outros te sigam, mas porque o caminho por onde você anda deve ser belo. Você deve ser belo, pois foi o que nasceu para ser. Não dê mais atenção ao espinho que às rosas. Não devolva na mesma moeda. Faça alguém feliz, quem quer que seja, a cada dia, seja com um sorriso ou com uma palavra.
Sim, há vida após a morte. Mas só os que passaram por esta podem saber o quanto aquela pode ser bela.
Quer saber como é? Então olhe nos meus olhos, pegue na minha mão, e eu vou te mostrar tudo aquilo que você nunca quis ver. Você só tem que confiar em mim...

domingo, 19 de setembro de 2010

Entre Letras e Palavras, e Outras Coisas Mais...

Não quero mais as palavras, mas elas insistem em me perseguir! Ficam me seduzindo, e acabo escrevendo e escrevendo... aff! Nem sei mais o que quero, só sei do que gosto e do que não gosto. E às vezes nem isso sei. Um dia depois do outro - repito a mim mesmo. Quase um mantra, se eu soubesse o que um mantra significa.
Os significados me escapam, e tem dias em que nada faz sentido, mas não me importo. Amanhã tudo vai ser diferente e novo. De novo. Eu acho. Ou será que não? Ah, não quero pensar em amanhãs e depois de amanhãs. Como diz a música, ‘amanhã ou depois, tanto faz se depois for nunca mais...’ Nem entendo o que isso quer dizer, mas sei que é legal. Nenhum de Nós é legal. Nós também podemos ser legais. Podemos ser felizes. Podemos ser loucos. Rir da vida e de nossa própria graça ou desgraça, tanto faz, desde que possamos rir.
Somos seres multipolares. Somos crianças e adultos; pobres e ricos; tristes e felizes; vivos e mortos; engraçados e desgraçados. Não temos passado nem futuro; nu entramos neste mundo e nu sairemos dele. Então é bom já ir se acostumando a andar sem roupas, talvez. Tirar uma peça por vez, uma máscara por vez. Se bem que as máscaras são mais difíceis e pesadas de serem retiradas, então é bom começar por elas. Eu já comecei, por sinal. A primeira máscara que tirei foi a do coitadinho infeliz. Achei que nem conseguiria, mas depois que a retirei, comecei a me sentir mais leve instantaneamente. Estranho, porque eu nem sabia que ela era tão pesada antes de retirá-la, e fico pensando que a gente não sabe das coisas, não sabe de nada até que tudo aconteça. E depois que acontece, aí sim que não sabemos mesmo.
Entendeu? É, nem eu entendi, nem quero. Não tenho a missão de entender as coisas, vim a este mundo com a missão de viver até o fim da vida, quando puxarem o plugue. Só que eu não vou morrer. É isso mesmo, não vou morrer. Sabe por quê? Porque vai ficar muito de mim neste mundo. Um pouco de loucura, acredito.
No fim das contas, as palavras que me perseguem incessantes serão tudo o que de mim ficará por aqui. Não que isso seja muito, mas ao menos não é nada. Nada mais do que simples letrinhas.
Malditas letrinhas...