Agora tenho alguns pensamentos vãos. Atrevo-me a colocá-los em palavras para que não se perca o que agora penso. Mas o agora é apenas um momento em um lugar que nos atrevemos a chamar de 'presente'. E talvez esse lugar nem exista.
Einstein mesmo já predizia em sua teoria do espaço-tempo que o presente é muito relativo. Alguém em movimento, muito longe daqui, estará vendo o nosso passado, assim como daqui observamos o passado do universo. Da mesma forma, outra pessoa, dependendo da direção em que estiver se movendo, poderia ver o nosso futuro. Então, de acordo com esta teoria, o presente não faz tanto sentido. Será? Eu também não sei.
Se você está lendo isso, quer dizer que o meu 'agora' já ficou para trás, e o que você lê não é nada mais nada menos que um dos meus muitos passados. E escrevo isso para que fique claro que o que ora escrevo pode muito bem não mais fazer parte da minha vida. E vejo que muitas das coisas que escrevi aqui, no passado, já não me refletem mais. Ainda assim fico contente de não ter me perdido ao longo do caminho. Posso revisitar várias estradas e cruzamentos por onde passei. Posso constatar que de nada me arrependo - ao menos dos pontos de vista que claudicantemente expus aqui, no passado.
Ah, o passado...
Num passado mais distante, eu era apenas uma criança que queria enxergar o que havia sobre a geladeira. Queria ser mais velho para poder fazer o que os mais velhos podiam. Irônico. Lembro-me da primeira vez que 'virei' um jogo de videogame. A sensação da vitória mesclada com a frustração de já ter feito tudo o que podia fazer. Não havia mais nada a explorar naquele cartucho. Então era a hora de mudar a dificuldade, ou partir para novos desafios. Aprendi a tocar violão - queria porque queria saber tocar Legião Urbana. Consegui. As músicas que antes eram lindas e difíceis continuaram lindas, mas ficaram fáceis. Me apaixonei pela bossa nova. Comecei a tirar algumas das músicas interpretadas por João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius e Caetano. Parei. Cada música que eu aprendia já não era como antes. Eu já não escutava com o mistério, com o desconhecido, me arrepiando a cada dissonância tão harmônica que me emocionava. Escutava e achava bonito, apenas.
E pensei: "Então é isso que acontece quando a gente aprende as coisas: elas perdem grande parte do seu encanto."
Isso foi há algum tempo atrás.
Amanhã chegará o futuro, e com ele a minha filha Julia (ou Júlia, ainda não está certo). Isso me dá alegria, e uma sensação diferente. Me emociono pensando em como será criá-la e educá-la. Regozijo-me na incerteza que é uma criança. Mal posso esperar...
E, assim, penso que a incerteza é uma dádiva. Uma bênção misteriosa e mágica que nos dá motivação para querermos pessoas melhores e um mundo mais belo.
Ainda não havia escrito nada sobre minha filha, ou para ela. Ainda não consigo muito falar sobre essas coisas - por enquanto estou apenas sentindo.
E o que desenvolvi nesse texto é pouco perante aquilo que penso agora.
E tudo o que sou agora, e que já ficou para trás, embora seja passado, faz parte daquilo que sou no presente, se é que isso existe...
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Assistindo Dexter
Para quem não está familiarizado, Dexter é uma série
norte-americana (canal Showtime ou FX no Brasil) sobre um assassino (que dá nome à série) que mata
assassinos. Ou seja, ele é um assassino em série com um código: matar apenas
aqueles que ‘merecem morrer’. É um código dado a ele por seu pai, que era um
policial.
Um código.
Esse código é como uma ética distorcida. Seu pai sabia que
ele era um assassino, um psicopata. Por ser policial, soube desde que Dexter era jovem,
ainda criança, que ele era diferente, e o protegeu. Ensinou-o a forjar
sentimentos e enquadrar-se na sociedade. E mais ainda: ensinou-o os métodos de
identificação de criminosos, para que Dexter pudesse encobrir todas as suas
pistas e nunca ser capturado pela polícia, enquanto identificava e matava
criminosos em Miami.
Durante sua vida, Dexter sabe o que é – um monstro.
Posso estar exagerando aqui, mas eu acredito que, se pensarmos bem, todos somos um pouco “Dexters”.
Temos um código que nos permite vivermos em paz e temos monstros adormecidos em
nosso interior. Ah, sim, talvez nenhum de nós (assim eu espero)
tenha matado alguém com uma lâmina cortante, mas somos capazes de maiores
atrocidades sem nem ao menos precisarmos usar qualquer tipo de arma. Bastam
apenas palavras, gestos, olhares e sentimentos – e pronto: podemos destruir
alguém da pior forma que há: de dentro para fora.
E a parte interessante desta pseudoconstatação é que, tal como Dexter,
todos temos um código. Um código de ética deturpado que nos permite fazer
aquilo que é errado como se fosse o caminho mais certo e lógico a tomar. Ou
você pensa que um político que rouba ou um motorista que dirige embriagado está
fazendo uma coisa errada? Talvez sim do ponto de vista legal, mas não do ponto
de vista de suas éticas deturpadas. Sempre há uma justificativa superior à lei.
É o certo, e apenas eu posso dizer aquilo que é certo para mim. Não pode a
sociedade ou leis fazerem o serviço de minha consciência. Ainda mais numa
sociedade com valores invertidos, com leis compradas, feitas por legisladores
corruptos. Sim, todos temos códigos – cada um o seu. “Aqui não precisa usar
cinto de segurança”, “não há nada mal em se levar uma vantagenzinha aqui ou
ali”, “o juiz não viu”, “ninguém vai ficar sabendo”...
Meu ponto de vista é que, em geral, as pessoas não fazem
aquilo que julgam ser errado; antes elas se justificam criando argumentos
plausíveis (ao menos no ponto de vista delas) para suas condutas erradas. Mas o
que é o certo? E o que é o errado? Podem as leis dizerem aquilo que é certo ou
errado? Pode alguém que não seja você saber?
Vejamos, matar é errado, mas se for em defesa própria, então
é certo. Furto é crime, mas se você furtar um pão para que seu filho não morra
de fome, então é certo. Se furtar um salame junto, aí continua sendo errado.
Temos leis para nos dizer aquilo que é certo e errado; e temos juízes para
condenar aqueles culpados por fazerem aquilo que é considerado errado. Mas há
justiça?
Então é isso. Para vivermos em paz basta ajustarmos nossa ética à da sociedade e domesticarmos os monstros que dormem no interior de nossas almas atormentadas.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Viciado
Eu tenho um vício. Um que eu nem sabia que tinha. Sou viciado em escrever. Posso ficar seis meses sem alimentar meu vício, mas as letras ficam pulsando em minha mente, tentando expressar meus pensamentos. O que as palavras querem de mim? Entender. Elas querem me fazer entender, a mim mesmo e aos outros. Sim, porque sou muito mal interpretado até mesmo por mim nestes dias. Olho no espelho sem entender ao certo o que ele reflete (ah, os espelhos de novo...).
Preciso organizar e expor o que penso sobre as coisas. Agora mesmo escrevi um pouco sobre minhas concepções sobre o certo e o errado, que não ouso postar aqui. Escrevi, e passou, por enquanto.
E assim vou tocando a vida, enquanto quase não toco no Blog...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
2013, e daí?
Posso estar sendo um pouco melancólico demais aqui, mas nós vivemos nossas vidas muito baseados no "tomara".
Tomara | que seja bom.
| que amanhã melhore.
| que faça sol.
| que amanhã chova.
| que tudo se resolva.
| que eu seja feliz para sempre.
Esperança. Talvez seja isso que nos leve a crer que as coisas serão diferentes. Mas não é o bastante. E tudo o que se precisa para que as coisas sejam diferentes é muito mais simples e está muito mais próximo do que a gente imagina. Está tudo aqui, dentro de nós. É a forma como observamos as coisas que faz com que percebamos o mundo e nossas vidas de forma diferente. É preciso ver a beleza oculta nos detalhes. É preciso olhar com os olhos de uma criança, e ver mais do que aquilo que está na imagem.
O ano novo pode acontecer a qualquer momento, num piscar de olhos.
Ou pode ser que vivamos eternamente em coma...
domingo, 16 de setembro de 2012
Copo
Decido tomar uma ou duas cervejas para 'encerrar' a noite de domingo. Escolho o mesmo copo - o que me leva a pensar. Desde que ganhei esses copos, elegi um favorito e só bebo nele. Por quê? Será que isso sou eu? O mesmo copo, o mesmo caminho, as mesmas pessoas, os mesmos programas; tudo o que eu não quero. Fico pensando que as pessoas são assim, e eu não sou diferente de ninguém. Não sou capaz de me reinventar. E quem é? Acho que ninguém - é a vida que reinventa a gente. É aquele momento em que tudo parece estar dando errado, e então a gente renasce das cinzas, mais fortes do que antes (e, nesse momento, me vem na mente a imagem de uma fênix). O problema é que a gente não vê isso. Não conseguimos ver além dos problemas. Vemos apenas a morte que nos cerca, e a repudiamos com violência, retardando sua chegada, definhando enquanto respiramos por aparelhos, agarrando-nos às células cancerosas que insistem em não nos obedecer mais, agarrando-nos às cinzas de uma vida velha. Não queremos a morte, não nos entregamos a ela por medo. Ironicamente, no rádio, alguém fala sobre "zona de conforto". Deviam trocar o nome dela para 'zona morta'. A zona de confronto é que a gente evita. E, com isso, privamo-nos de nosso próprio crescimento. E tudo isso por quê? Porque insistimos em beber sempre em um mesmo copo...
terça-feira, 31 de julho de 2012
Certo x Errado
Há o que é certo e o que é errado, certo? E talvez, entre o certo e o errado, provavelmente pendendo para um dos dois lados, há o adequado. Ok, isso foi criação minha (provavelmente não, mas apropriei-me dela). Quando penso a respeito do certo e do errado, arremeto-me à infância em busca de uma solução para o enigma. Ah, eu já sei, para você as coisas são mais simples e práticas? Menos mal. Porém, deixe-me lhe apresentar a versão do lado de cá das linhas.
Sim, porque o lado de cá é o único de que disponho no momento. Me faz lembrar quando escrevi, certa vez, que a verdade não existe. Ainda penso que há apenas a parcialidade. E talvez com o certo seja semelhante. Será? Estou tentando descobrir. E, enquanto tento, me sinto navegando em águas misteriosas. Verdades, mentiras, certos, errados, adequados, escolhas e decisões... tudo me parece um tanto vão, sabe? As coisas às vezes apenas acontecem sem querer. Como se alguma ordem cósmica (deixarei divindades de fora deste texto) apenas dispusesse as coisas a esmo. De repente esbarro em você e isso te impede de chegar aonde desejava. (Parece um filme chato que vi uma vez.) Porém, ao não chegar aonde desejava, pode ser que tenha tido uma vida melhor. Ou pior. Tudo porque esbarrei em você sem querer. Para você, o acaso; para mim, o erro do descuido ao andar distraidamente pelas estradas da vida. Erro ou escolha?
Talvez a gente não erre por opção, mas por acidente. E siga errando por imaginar que por trás do erro há um acerto. Como se por instinto a gente reconhecesse a paisagem. Eu já estive por aqui antes. Provavelmente o caminho não é esse, mas e se?
E então a gente segue. Sem olhar atrás, sem fazer o retorno ali na esquina. A gente vai. E não porque pensamos que estamos certos, mas porque pode haver uma outra rota. Parar para pedir informação é para os fracos, meu cérebro é praticamente um GPS.
Eu sei aonde estou indo. Talvez eu não saiba exatamente como chegar lá. Mas eu vou chegar, pois decidi que chegaria. Mas posso não ter escolhido o caminho mais fácil (e quem disse que era o que eu queria?).
De mais a mais, já gastei alguns neurônios aqui, sem chegar a lugar nenhum. Mais um texto enfadonho do qual não me orgulho, com muitas entrelinhas e sem um ponto final, fora as pontas soltas (alguém aí reparou que não escrevi nada sobre a infância?). Menos respostas e mais questionamentos.
Quem sabe se esbarrarmos novamente, eu possa explicar melhor aonde deve ir. As consequências ficarão por sua conta e risco. Vai encarar? Então é melhor encher o tanque, pois não sei exatamente o rumo, mas tenho certeza de que a estrada será longa, e o céu nunca será o limite...
Sim, porque o lado de cá é o único de que disponho no momento. Me faz lembrar quando escrevi, certa vez, que a verdade não existe. Ainda penso que há apenas a parcialidade. E talvez com o certo seja semelhante. Será? Estou tentando descobrir. E, enquanto tento, me sinto navegando em águas misteriosas. Verdades, mentiras, certos, errados, adequados, escolhas e decisões... tudo me parece um tanto vão, sabe? As coisas às vezes apenas acontecem sem querer. Como se alguma ordem cósmica (deixarei divindades de fora deste texto) apenas dispusesse as coisas a esmo. De repente esbarro em você e isso te impede de chegar aonde desejava. (Parece um filme chato que vi uma vez.) Porém, ao não chegar aonde desejava, pode ser que tenha tido uma vida melhor. Ou pior. Tudo porque esbarrei em você sem querer. Para você, o acaso; para mim, o erro do descuido ao andar distraidamente pelas estradas da vida. Erro ou escolha?
Talvez a gente não erre por opção, mas por acidente. E siga errando por imaginar que por trás do erro há um acerto. Como se por instinto a gente reconhecesse a paisagem. Eu já estive por aqui antes. Provavelmente o caminho não é esse, mas e se?
E então a gente segue. Sem olhar atrás, sem fazer o retorno ali na esquina. A gente vai. E não porque pensamos que estamos certos, mas porque pode haver uma outra rota. Parar para pedir informação é para os fracos, meu cérebro é praticamente um GPS.
Eu sei aonde estou indo. Talvez eu não saiba exatamente como chegar lá. Mas eu vou chegar, pois decidi que chegaria. Mas posso não ter escolhido o caminho mais fácil (e quem disse que era o que eu queria?).
De mais a mais, já gastei alguns neurônios aqui, sem chegar a lugar nenhum. Mais um texto enfadonho do qual não me orgulho, com muitas entrelinhas e sem um ponto final, fora as pontas soltas (alguém aí reparou que não escrevi nada sobre a infância?). Menos respostas e mais questionamentos.
Quem sabe se esbarrarmos novamente, eu possa explicar melhor aonde deve ir. As consequências ficarão por sua conta e risco. Vai encarar? Então é melhor encher o tanque, pois não sei exatamente o rumo, mas tenho certeza de que a estrada será longa, e o céu nunca será o limite...
sábado, 28 de julho de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Talk
É noite quando saio da cidade e ganho a estrada, após sair da terapia. Encho o carro de música e deixo minha mente viajar por lugares incomuns. Começo a pensar naquilo que fui, no que sou e no que pretendo ser.
Livre. Eu quero ser livre.
Então me lembro de que não acredito na liberdade. E nessa hora a canção diz "Every time she closed her eyes" - Toda vez que ela fechava os olhos.
Ela sonhava com o paraíso, toda a vez que fechava os olhos.
E, na noite da tempestade, ela voou para longe
e sonhou com o paraíso...
Começo a pensar que a liberdade é poder voar.
Começo e termino uma série de pensamentos sobre inúmeros assuntos, com apenas um ponto em comum: EU.
Não é egoísmo. É uma busca.
Afinal, "você está perdido ou incompleto? Você se sente como um quebra-cabeça, e não consegue encontrar sua peça perdida? Me diga: Como você se sente?
Vamos apenas conversar..."
Livre. Eu quero ser livre.
Então me lembro de que não acredito na liberdade. E nessa hora a canção diz "Every time she closed her eyes" - Toda vez que ela fechava os olhos.
Ela sonhava com o paraíso, toda a vez que fechava os olhos.
E, na noite da tempestade, ela voou para longe
e sonhou com o paraíso...
Começo a pensar que a liberdade é poder voar.
Começo e termino uma série de pensamentos sobre inúmeros assuntos, com apenas um ponto em comum: EU.
Não é egoísmo. É uma busca.
Afinal, "você está perdido ou incompleto? Você se sente como um quebra-cabeça, e não consegue encontrar sua peça perdida? Me diga: Como você se sente?
Vamos apenas conversar..."
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Textos e + Textos...
Escrevo. Escrevo porque gosto, e pouco me importa se alguém lê ou não, apenas sigo escrevendo. Costumo pensar, dizer, escrever e reclamar que minhas palavras escritas são melhores que as faladas. Mentira. Falácia, apenas. A verdade (se é que existe uma verdade) é que eu nem sei como soam minhas palavras, sejam elas escritas ou faladas, nas mentes e ouvidos dos outros. Tudo o que eu tenho é a parcialidade. Mentira, tudo o que tenho é a parcialidade e muitos espelhos. Ah, espelhos tenho aos montes - um para cada ocasião. Há os que deixam gordo, magro, alto, baixo e até os que me fazem parecer inteligente. Tudo depende exclusivamente daquilo que escolho ver.
Enquanto isso, sigo escrevendo. E já escrevi centenas de textos. Muitos deles - talvez a maioria - impublicáveis. Há os que eu mesmo não ouso reler, há os que tenho orgulho de ter escrito, e há aqueles, como este por exemplo, que me são totalmente indiferentes.
Há também os contos. De vez em quando surge alguma inspiração proveniente de algum canto hediondo da minha alma que me compele a escrever. Mesmo não querendo, acabo por ser obrigado a isso. É como uma espécie de pressão. Nessas horas, a única forma de retirar o assunto da minha mente é colocando-o neste depositário insólito e esquecido de pensamentos vãos. Assim, vão os pensamentos vãos, como vã vai seguindo a vida, enquanto eu vou contando os dias cotidianamente, refletindo em vão, fugindo em vão, preocupando-me em vão.
Ah, que tal deixar tudo de lado hoje e apenas viver o dia?
É. Acho que assim é ótimo. Como disse o poeta, "eu vivo um dia de cada vez". O resto é um puta de um vão, isso sim.
E chega de teorias por hoje!
domingo, 24 de junho de 2012
Enquanto isso...
Tenho pensado muito, e escrito pouco. Gosto de escrever, pois me ajuda a entender as coisas, e, como até já devo ter escrito neste blog, eu gosto de entender as coisas. Gosto de saber como as coisas funcionam. Talvez eu me apegue demasiadamente a teorias, regras e fórmulas que tornem minha vida possível. Será? Sinceramente não sei. Mas penso e escrevo, na esperança de descobrir. Na esperança de me descobrir.
É o que faço agora - procuro-me. Estou naquela fase de ficar reconstituindo mentalmente os passos que dei até chegar onde estou, para tentar perceber o que deixei pelo caminho. Ou mesmo para descobrir onde vim parar. Já tomei tantas estradas na vida que uma alternativa que não descartei foi eu ter errado a entrada em algum trevo qualquer. Se ao menos eu tivesse um GPS para me guiar de volta, ou para recalcular a rota... mas não. A única alternativa que resta em nossas vidas (ou ao menos na minha), é seguir em frente, torcendo para encontrar aquela paisagem que faz a gente pensar: "é por aqui mesmo, eu reconheço este lugar, sei que estou no caminho certo...". Enquanto isso...
É o que faço agora - procuro-me. Estou naquela fase de ficar reconstituindo mentalmente os passos que dei até chegar onde estou, para tentar perceber o que deixei pelo caminho. Ou mesmo para descobrir onde vim parar. Já tomei tantas estradas na vida que uma alternativa que não descartei foi eu ter errado a entrada em algum trevo qualquer. Se ao menos eu tivesse um GPS para me guiar de volta, ou para recalcular a rota... mas não. A única alternativa que resta em nossas vidas (ou ao menos na minha), é seguir em frente, torcendo para encontrar aquela paisagem que faz a gente pensar: "é por aqui mesmo, eu reconheço este lugar, sei que estou no caminho certo...". Enquanto isso...
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