terça-feira, 12 de julho de 2011

Espelhos (mais uma...)


"Todos precisamos de espelhos para lembrar quem somos...


... eu não sou diferente." 

[do filme Amnésia (Memento)]

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Início

O primeiro passo para tornar-me um grande escritor é tornar-me um escritor. Para tornar-me escritor é preciso escrever algo - e aí que está o meu problema. Tenho, agora, uma ótima oportunidade para iniciar esta escalada: há um concurso cultural de contos ocorrendo na empresa na qual trabalho. Então eu pensei: por que não escrever um conto e participar deste concurso? Decidi participar, e foi aí que os problemas começaram - preciso escrever um conto.
Para escrever um conto, é preciso primeiro ter uma ideia, e ando meio fraco de ideias ultimamente. Então eis que uma luz surge ao fim do túnel: surge-me uma ideia. Começo a escrever o conto.
Escrevo mais ou menos umas quinze linhas e paro. Somente após um ou dois dias depois é que repego o texto (repegar é pegar novamente) para prosseguir com a estória. Não prossigo. Antes disso, mudo muitas coisas do que já tinha escroto escrito e mantenho-me dentro das (cerca de) quinze linhas originais. Deixo de lado mais um pouco. (Um ou dois dias talvez? Não sei...) Quando re-repego o texto, resolvo reescrever todo ele novamente, por um novo ponto de vista, ignorando a ideia inicial.
É, realmente não vai ser fácil... nem uma coisa, nem outra.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Grande Escritor

Eu quero ser um grande escritor, e, para isso, faltam-me apenas duas coisas: uma é ser grande, outra é ser escritor...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Suicídio II

Suicídio

Você sabe o que é suicídio? Pois saiba: há muitos tipos de suicídio. Mas vamos por partes; para começar, cometer suicídio significa matar-se. Então, quem comete suicídio, se mata. Parece simples, mas na verdade tem muita gente que se engana, matando-se várias vezes. João suicidou-se. Isso quer dizer que João se matou-se (suicidou = se matou). Será que ele se matou duas vezes? Será que isto está mesmo certo? Pra falar a verdade, eu não sei. O que sei é que, como mencionei antes, há diversos tipos de suicídio.
Um suicídio pode ser classificado como doloso ou culposo, por exemplo. Suicídio doloso é quando a pessoa humana tem a intenção de matar-se, ou assume conscientemente o risco de matar-se. Se alguém atirou-se de uma árvore com uma corda amarrada no pescoço, ou atirou-se numa árvore em um carro a mais de 180 Km/h o efeito é o mesmo, e é suicídio. Podem dizer que a segunda não tinha a intenção de se matar, mas obviamente assumiu o risco de produzir o resultado - sua própria morte.
Já no suicídio culposo, o indivíduo não tem a intenção de tirar a própria vida - mas isto acaba acontecendo por imperícia, negligência ou mesmo por imprudência do próprio indivíduo. Alguém que sofre um acidente de trabalho ao errar o manuseio de um equipamento, e acaba matando a si mesmo, morre de suicídio culposo. Suicídio culposo é quando a pessoa se mata sem a intenção de morrer. Porém, em qualquer dos casos, há a eliminação de um ser humano, ou seja, de uma pessoa.
O fato de se cometer suicídio, é, então, um crime. Se homicídio é matar alguém, quem se mata comete homicídio contra si mesmo. O fato que querer morrer, porém, não constitui crime; assim como querer matar alguém não é homicídio, e não será crime a não ser que a morte de outrem seja ao menos tentada.
Há muita gente que tem o desejo de matar alguém. Esse alguém, propriamente, em muitos casos, é a si mesmo. Eu, por exemplo, já tive desejo de matar a mim próprio, mesmo. Não morri por não ter coragem ou covardia suficiente para deixar que a morte acontecesse comigo. Sei lá, acho que não rolou a química entre eu e ela.
Eu sempre achei que era preciso muita coragem para tirar a própria vida de si mesmo, mas na verdade é exatamente o contrário. Alguém tem que ser muito covarde para cometer um crime doloso contra sua própria vida. Isso porque, quando alguém se mata-se a si mesmo, auto suicidando-se, está tentando transferir a culpa pelo que não dá certo em sua vida para um terceiro. Está terceirizando, portanto, o seu insucesso como ser humano; ou o sucesso dos seus fracassos. E muitos fracassos bem sucedidos levam um ser humano a repensar se sua existência sobre a terra é realmente necessária. Nessas horas é comum os seres humanos esquecerem-se de que são importantes para outras pessoas além de si próprias; se é que sentem-se realmente importantes a si mesmas propriamente ditas.
Para ilustrar melhor a questão da covardia, já soube de pessoas que mataram-se por causa de dívidas. Nesse caso, a covardia é ainda mais estúpida, pois o ser humano tentou transferir a culpa de sua morte a uma instituição financeira ou ao governo. E instituições financeiras, assim como o governo, são pessoas jurídicas; e pessoas jurídicas, como todos sabemos, não são dotadas de sentimentos. Ou seja, nem o banco nem o governo choraram, nem deram muita importância ao fato.
Mas há covardias muito cruéis. Há quem se mate por alguém, deixando até cartinha de despedida. Nesses casos, o ‘adeus mundo cruel’ é um dos mais covardes. E, infelizmente, seres humanos são capazes de fazer isso.
No fundo, quem se mata por outro ser humano, queria matar aquele. Como não tem coragem, resolve, então, culpá-lo por sua própria morte. Eu, como já mencionei, já desejei matar-me por outrem, e felizmente não tive covardia o bastante para concluir minha existência no mundo. Porém, obviamente, apenas a vontade ou o desejo não constituem crime isoladamente por si só. Neste caso, fui salvo por não ser covarde o suficiente, e, como prêmio, acabei superando minhas dificuldades.
Com o tempo a gente acaba aprendendo que morrer faz parte da vida humana. E eu, como ainda não consegui conquistar minha eternidade, espero ficar vivo tempo suficiente para obtê-la. Outra coisa que se aprende é que a vida é sempre possível (e muitas vezes gostável), em qualquer hipótese ou sob qualquer ponto de vista, e não há ninguém que já tenha comprovado que morrer é a melhor opção para se escapar dos problemas. Ou seja, quem deseja matar a si mesmo, é porque provavelmente está vivendo da forma errada. Não sabe aproveitar nem o amor, nem a dor que há na vida. Sim, porque em tudo há uma razão, um sentido e uma motivação. E se você é louco ou burro o suficiente para ler todas as asneiras que escrevo, talvez uma parte de você saiba exatamente do que estou falando.
Agora se me der licença, vou até ali ser feliz, e não tenho ideia de que horas volto.
Se é que um dia eu voltarei...

sábado, 14 de maio de 2011

Parabéns Ideias e Antíteses!!!!

Pelos seus dois anos no ar.
Na verdade foi ontem, mas ontem era sexta-feira 13...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eis a questão...


Há quem saiba tudo e quem não saiba nada. Eu, acredito, estou em algum lugar entre saber tudo e não saber nada. Mais próximo de não saber nada, provavelmente. Será? Pergunto-me, o que é melhor? Saber ou não saber? Saber que sabe ou saber que não sabe? Ou não saber que sabe e não saber que não sabe? Saber o que se sabe é bom? Ou talvez seja melhor não saber de nada mesmo sabendo?
Bem, de qualquer forma, ainda pior seria achar qualquer coisa. E nisso eu sou bom: achar coisas. Não no sentido de localizá-las, mas no sentido de ‘pensar que sabe’. E pensar que se sabe não é bom. Eu acho que sei muita coisa sobre poucas coisas. Ou ao menos costumava achar que sabia; agora já não sei o que sei, nem o que acho. Basta pesquisar aqui mesmo, nesse blog, e você vai achar muitos textos sobre poucos saberes. Ou melhor, sobre poucos achismos. Muita prolixidade verborrágica, isso sim. Muitas palavras, pouco conteúdo. Eu escrevo muito (ou escrevia), e não digo nada.
Sócrates sabia que nada sabia. Puxa, ter a sapiência disso deve ser bom. Saber que não se sabe nada... Em minha ignorância, acabo achando que não sei nada, mas acho que estou iludindo-me pensando assim. Isso é quase um auto-estelionato intelectual: induzo-me ao erro no intuito de obter vantagem ilícita em prejuízo de mim mesmo, usando de fraudulentos e inconsistentes artifícios escritos.
Acho que não sei, mas no fundo penso que sei de algumas coisas. Mas enganar-se de propósito de repente pode ser bom. A mim, pelo menos, permite escrever textos sem nexo sobre assuntos desconexos, com poucas ideias e algumas pseudoantíteses.
Pois é, de repente pode mesmo ser bom. Vai saber...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Viva La Vida



Há quem passe a vida e o tempo fazendo sempre as mesmas coisas, indo aos mesmos lugares, falando com as mesmas pessoas, sobre as mesmas coisas. Há quem não se importe em viver como se nem estivesse vivo, e não se importe em não fazer qualquer diferença no mundo.
Eu, em minha claudicante sabedoria, penso que o nome mais correto para isso seja ACOMODAÇÃO, e acho que essa é uma das piores doenças que acometem a humanidade nesses tempos. E tem mais, eu acho do verbo achar, com todas as conseqüências que meus achismos tem a capacidade de produzir - a prolixidade entre elas, é claro!
Pois bem, dito isso, faça uma análise mental e veja se sua vida está sendo boa para mais alguém além de você mesmo, se é que ela está sendo boa para você. Pare, pense um pouco e responda: você seria capaz de se apaixonar por você mesmo? Conseguiria aguentar seus próprios modos e manias a ponto de casar-se com você mesmo e passar o restante da vida ao seu lado? Você é daquelas pessoas de quem os outros querem estar sempre por perto, a ponto de você mesmo gostar de ficar em sua própria companhia? Se você abrisse uma empresa hoje, você se contrataria? Se você morresse hoje, o mundo sentiria sua ausência? Ou será que em cinqüenta anos seria difícil que alguém no mundo ainda lembrasse que você existiu?
Se as respostas a essas perguntas soaram negativas, mantenha a calma e não se mate! Ao menos por enquanto, pois ainda há tempo para virar o jogo. Só que, para isso, será necessário desprender algum esforço.
A receita que tenho para virar o jogo é simples: VIVER INTENSAMENTE. Se são raros os dias em que você sente aquela felicidade tão forte que parece que seu coração vai sucumbir, então é sinal de que você precisa ser mais intenso. Mais vibrante. Como aquele jogador que marca um gol numa partida difícil de uma final de campeonato mundial. Ou como a seleção brasileira de vôlei, quando ganha um título. Você entende o que quero dizer? IN.TEN.SI.DA.DE. Loucura? Definitivamente. Viver intensamente não é fácil, e os prejuízos para o coração ainda não estão comprovados, mas eu posso te garantir que é muito mais divertido que passar toda a vida como se não estivesse vivo. Porém, é claro que como há o bônus também há o ônus. Ou você pensa que é simples marcar um gol ou vencer um campeonato? Não, isso requer muito esforço. Ser campeão requer esforço. Fazer a diferença requer esforço, e isso faz toda a diferença...
E se você deseja fazer a diferença, então faça as coisas acontecerem! No trabalho ou no estudo, procure ser o melhor! Não faça isso para pisar ou humilhar alguém, mas apenas para provar a si mesmo que você pode, que você é capaz. Faça coisas novas. Converse com pessoas diferentes, e então você poderá experimentar outros universos e mundos que nunca serão nem melhores nem piores que o seu, serão apenas diferentes. Viaje, mas não para lugares que você conhece - experimente fazer algo novo!
Não passe a vida contando os dias, pois, quando se der conta, muitos anos já terão ido embora.
Não espere para viver. A vida é aqui e agora.
E as rédeas estão nas suas mãos...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Há tempos...


Há tempos que nem sou mais quem eu era. Depois que passou o Tsunami, pouco restou do que eu era antes - pra minha sorte...
E há tempos em que eu me preocupo muito com poucas coisas, e outros em que me preocupo pouco com muitas coisas. Depende. A diferença é que, depois que a gente enfrenta um Tsunami, aprende a dar valor e importância àquelas coisas que realmente fazem a diferença. Ou seja, pleonasticamente falando, a gente aprende a dar importância ao que é importante.
E eu, na minha loucura, penso em morrer para viver. Ah, tendo a escrever mais sobre isso no futuro no intuito de me fazer entender até a mim mesmo. O que quero dizer não é que penso em morrer no sentido de desejar a morte, mas sim que minha morte iminente seria uma tragédia sem tamanho, especialmente para mim. E por isso penso em viver ao máximo. Viver no limite. Como nunca e para sempre enquanto durar, como diria o poeta.
Porque amanhã posso já não estar aqui, e aí me pergunto, o que eu fiz? O que ficou? Será que ri o suficiente? Será que amei o suficiente?
E aí descubro que não - eu ainda não vivi o suficiente. E embora me pareça que já experimentei o que há de melhor na vida, eu quero mais. Cada vez mais.
Eu quero TUDO. E pra ter isso só me falta uma coisa: tempo.
E, se nesses tempos, já não sou mais quem eu era, então o que seria eu?
Acho que sou apenas "um estudante (in)dependente da mesada de seus pais. Um garoto com o braço tatuado.

E por você perdidamente apaixonado..."