segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eis a questão...


Há quem saiba tudo e quem não saiba nada. Eu, acredito, estou em algum lugar entre saber tudo e não saber nada. Mais próximo de não saber nada, provavelmente. Será? Pergunto-me, o que é melhor? Saber ou não saber? Saber que sabe ou saber que não sabe? Ou não saber que sabe e não saber que não sabe? Saber o que se sabe é bom? Ou talvez seja melhor não saber de nada mesmo sabendo?
Bem, de qualquer forma, ainda pior seria achar qualquer coisa. E nisso eu sou bom: achar coisas. Não no sentido de localizá-las, mas no sentido de ‘pensar que sabe’. E pensar que se sabe não é bom. Eu acho que sei muita coisa sobre poucas coisas. Ou ao menos costumava achar que sabia; agora já não sei o que sei, nem o que acho. Basta pesquisar aqui mesmo, nesse blog, e você vai achar muitos textos sobre poucos saberes. Ou melhor, sobre poucos achismos. Muita prolixidade verborrágica, isso sim. Muitas palavras, pouco conteúdo. Eu escrevo muito (ou escrevia), e não digo nada.
Sócrates sabia que nada sabia. Puxa, ter a sapiência disso deve ser bom. Saber que não se sabe nada... Em minha ignorância, acabo achando que não sei nada, mas acho que estou iludindo-me pensando assim. Isso é quase um auto-estelionato intelectual: induzo-me ao erro no intuito de obter vantagem ilícita em prejuízo de mim mesmo, usando de fraudulentos e inconsistentes artifícios escritos.
Acho que não sei, mas no fundo penso que sei de algumas coisas. Mas enganar-se de propósito de repente pode ser bom. A mim, pelo menos, permite escrever textos sem nexo sobre assuntos desconexos, com poucas ideias e algumas pseudoantíteses.
Pois é, de repente pode mesmo ser bom. Vai saber...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Viva La Vida



Há quem passe a vida e o tempo fazendo sempre as mesmas coisas, indo aos mesmos lugares, falando com as mesmas pessoas, sobre as mesmas coisas. Há quem não se importe em viver como se nem estivesse vivo, e não se importe em não fazer qualquer diferença no mundo.
Eu, em minha claudicante sabedoria, penso que o nome mais correto para isso seja ACOMODAÇÃO, e acho que essa é uma das piores doenças que acometem a humanidade nesses tempos. E tem mais, eu acho do verbo achar, com todas as conseqüências que meus achismos tem a capacidade de produzir - a prolixidade entre elas, é claro!
Pois bem, dito isso, faça uma análise mental e veja se sua vida está sendo boa para mais alguém além de você mesmo, se é que ela está sendo boa para você. Pare, pense um pouco e responda: você seria capaz de se apaixonar por você mesmo? Conseguiria aguentar seus próprios modos e manias a ponto de casar-se com você mesmo e passar o restante da vida ao seu lado? Você é daquelas pessoas de quem os outros querem estar sempre por perto, a ponto de você mesmo gostar de ficar em sua própria companhia? Se você abrisse uma empresa hoje, você se contrataria? Se você morresse hoje, o mundo sentiria sua ausência? Ou será que em cinqüenta anos seria difícil que alguém no mundo ainda lembrasse que você existiu?
Se as respostas a essas perguntas soaram negativas, mantenha a calma e não se mate! Ao menos por enquanto, pois ainda há tempo para virar o jogo. Só que, para isso, será necessário desprender algum esforço.
A receita que tenho para virar o jogo é simples: VIVER INTENSAMENTE. Se são raros os dias em que você sente aquela felicidade tão forte que parece que seu coração vai sucumbir, então é sinal de que você precisa ser mais intenso. Mais vibrante. Como aquele jogador que marca um gol numa partida difícil de uma final de campeonato mundial. Ou como a seleção brasileira de vôlei, quando ganha um título. Você entende o que quero dizer? IN.TEN.SI.DA.DE. Loucura? Definitivamente. Viver intensamente não é fácil, e os prejuízos para o coração ainda não estão comprovados, mas eu posso te garantir que é muito mais divertido que passar toda a vida como se não estivesse vivo. Porém, é claro que como há o bônus também há o ônus. Ou você pensa que é simples marcar um gol ou vencer um campeonato? Não, isso requer muito esforço. Ser campeão requer esforço. Fazer a diferença requer esforço, e isso faz toda a diferença...
E se você deseja fazer a diferença, então faça as coisas acontecerem! No trabalho ou no estudo, procure ser o melhor! Não faça isso para pisar ou humilhar alguém, mas apenas para provar a si mesmo que você pode, que você é capaz. Faça coisas novas. Converse com pessoas diferentes, e então você poderá experimentar outros universos e mundos que nunca serão nem melhores nem piores que o seu, serão apenas diferentes. Viaje, mas não para lugares que você conhece - experimente fazer algo novo!
Não passe a vida contando os dias, pois, quando se der conta, muitos anos já terão ido embora.
Não espere para viver. A vida é aqui e agora.
E as rédeas estão nas suas mãos...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Há tempos...


Há tempos que nem sou mais quem eu era. Depois que passou o Tsunami, pouco restou do que eu era antes - pra minha sorte...
E há tempos em que eu me preocupo muito com poucas coisas, e outros em que me preocupo pouco com muitas coisas. Depende. A diferença é que, depois que a gente enfrenta um Tsunami, aprende a dar valor e importância àquelas coisas que realmente fazem a diferença. Ou seja, pleonasticamente falando, a gente aprende a dar importância ao que é importante.
E eu, na minha loucura, penso em morrer para viver. Ah, tendo a escrever mais sobre isso no futuro no intuito de me fazer entender até a mim mesmo. O que quero dizer não é que penso em morrer no sentido de desejar a morte, mas sim que minha morte iminente seria uma tragédia sem tamanho, especialmente para mim. E por isso penso em viver ao máximo. Viver no limite. Como nunca e para sempre enquanto durar, como diria o poeta.
Porque amanhã posso já não estar aqui, e aí me pergunto, o que eu fiz? O que ficou? Será que ri o suficiente? Será que amei o suficiente?
E aí descubro que não - eu ainda não vivi o suficiente. E embora me pareça que já experimentei o que há de melhor na vida, eu quero mais. Cada vez mais.
Eu quero TUDO. E pra ter isso só me falta uma coisa: tempo.
E, se nesses tempos, já não sou mais quem eu era, então o que seria eu?
Acho que sou apenas "um estudante (in)dependente da mesada de seus pais. Um garoto com o braço tatuado.

E por você perdidamente apaixonado..."

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

As rosas não falam...


Brigaram. Era de noite. Foi na cama. Cada um virou para o seu lado e tentaram dormir.
Não conseguiram.
Um deles saiu do quarto. Foi ele. Era sempre ele.
Por fim, chegaram a um acordo, ou quase isso. Ela fingiu que aceitava as desculpas dele, e, pela milésima vez, ele fingiu que acreditava que ela o tinha perdoado. E foi assim que se ‘reconciliaram’.
Pela manhã, despediu-se dela com juras de amor; ela, nada disse. No caminho para o trabalho ele estava transtornado. Passou o dia todo pensando nela. Em tomá-la nos braços e nunca mais soltar. Fazê-la dormir nos seus braços, enredando as mãos em seus cabelos.
Enquanto voltava, ligou para a floricultura, encomendando as flores mais lindas que eles tinham. Ele estava feliz. Ele tinha um plano.
A moça da floricultura achou estranho o telefonema interrompido de forma abrupta, mas caprichou no buquê.
Sofia achou estranho a demora de Carlos naquele dia. Só que, no fim das contas, ele nunca pegou as flores. Nunca as entregou. E Sofia nunca mais o viu.
Acidente de carro.
Carlos teve um último pensamento - ela. Somente ela importava a ele.
Sofia teve remorso, imaginando um futuro que nunca veria, e um perdão que acabou nunca concedendo a quem mais amava.

Primeiro: Estava sem saco para bolar um título pra esse texto, então foi assim mesmo.
Segundo: Achei que tinha um segundo, mas acho que esqueci de me lembrar do que era...
[ATUALIZAÇÃO] : Acatei uma sugestão da Aymée, via comentários, e reentitulei o post. Valeu guria!!!!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

(sem assunto)

Ninguém devia postar textos em blogs apenas por postar. As pessoas deveriam limitar-se a escrever apenas quando tem algo a dizer.
Bem, é assim que deveria ser, mas não é. Por isso estou escrevendo hoje, sem nada a dizer.
Pensamentos tenho muitos, e vez ou outra até bate aquela vontade de dar as caras por aqui, mas eu me sento, relaxo, e espero a vontade passar. Sinto-me tentado a chamar isso de preguiça intelectual. Mas o problema é que não sou intelectual, e aí não pode; aí não dá. Fica por preguiça mental então, porque mente eu ainda tenho.
Desde minha última postagem, muita coisa me aconteceu. Engordei um pouco, emagreci um pouco, engordei mais um pouco. Entrei em um rio, consertei o carro, sofri um acidente de carro (nada sério, a perda total foi só do veículo), voltei das férias. Descansei, trabalhei, namorei, bebi, cansei. E pensei. Pouco, é verdade, mas pensei. Ah, e o mais importante de tudo é que, em quase todas as coisas que me aconteceram, fui feliz. E como é importante ser feliz... louco, mas feliz.
Então é assim, apenas passo por aqui para deixar um abraço pra galera que de vez em quando passa por aqui e lê as tranqueiras que escrevo. Deixar um abraço aos blogueiros que comentam algumas das bobagens que escrevo. Principalmente ao Rodrigo e à Evelin. Estou devendo muitas visitas e comentários aos dois. Se você está passando por aqui e quer ler uns textos legais, sugiro os blogs deles - tem sempre muita coisa legal acontecendo por lá. E recomendo o da Yeruska também, que, apesar de meio sumida, tem uns textos do arco da velha.
Enfim, um abraço a todos aqueles que estão felizes. E meus votos de felicidade para os que não estão. Para estes, fica uma pequena dica: para ser feliz não precisa muito - basta pintar um quadro diferente e colorido a cada dia. A tela em branco e as tintas estão bem na sua frente, basta arregaçar as mangas e não ter medo de arriscar um pouco...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Salário Mínimo

Por que não aumentam o salário mínimo quatro vezes?

Resposta: Porque os pobres comprariam mais. Sim, essa é a resposta, e é bem compreensível que seja assim - é o certo. Imagine se com o salário mínimo a quinhentos e poucos reais já é difícil controlar a inflação, imagine se ele fosse mais que dois mil reais? Esses tempos atrás o BACEN já aumentou um pouco o compulsório dos bancos para enxugar o mercado e segurar a inflação através da redução do consumo, isso quer dizer que se as pessoas pudessem comprar quatro vezes mais do que compram hoje, simplesmente não haveria oferta suficiente no mercado, o que geraria uma onda inflacionária do tamanho do mundo.
É preciso registrar aqui que os salários estão aumentando gradativamente de uma forma que nunca vimos antes. Basta lembrar que o sonho da família brasileira era que o salário mínimo alcançasse os cem dólares. A quantos dólares o salário mínimo equivale hoje?
Só escrevi isso aqui porque fiquei puto (sim, P.U.T.O.) com a propaganda política do PSTU que vi há pouco na TV. Puxa vida, minha gente, borá botar o dedo no cu a mão na consciência!!!!

Ps: Fazia tempo que não escrevia nada aqui, e sinto muito em romper o silêncio dessa forma, mas nem me aguentei.
Ps²: Claro que sou contra o aumento dos salários dos dePUTAdos, mas disso não quero falar agora.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pensamentos

Escolho um lugar para ficar só, para pensar. E, quando começo a pensar, começo a escrever, pois é escrevendo que consigo pensar alto. Algumas pessoas falam sozinhas, eu falo e escrevo sozinho. À minha frente há uma árvore frondosa e bela, e fico a admirá-la por uns instantes. É aí que me dou conta de que paira sobre ela um pássaro. Ele tem belas e grandes asas, e as usa para planar em movimentos circulares, aproveitando o vento lá de cima. Ele vai planando e planando, e não consigo desprender os olhos dele. Há muitos significados para mim naquele vôo, muitas metáforas por trás daquela imagem, mas não me atrevo a pensar em nada - apenas aprecio-o deslizar pelo ar. E assim ele vai...
E meus pensamentos correm soltos por anos e anos a fio. Fazem uma milhonésima retrospectiva das muitas coisas que vivi; dos muitos caminhos que trilhei para chegar onde estou hoje. E me dou conta de que será ano novo em poucos dias - meu trigésimo segundo ano novo.
E o que sou hoje não passa daquilo que quero ser, que escolhi ser. Sim, porque são as escolhas que fazemos que determinam o caminho por onde passamos, e os lugares aonde chegamos.
E onde eu estou agora? Ah, estou exatamente dentro de mim mesmo. E acho que isso é bom. É o que basta por enquanto. É onde quero estar.
Olho novamente e vejo que o pássaro já não está mais ali - se foi. Escolheu outro caminho; outro lugar para ir. Hora de eu também partir, de voltar para casa. Mas me pergunto onde fica a minha casa, onde é o meu lar, e algo dentro de mim responde que minha casa é onde meu coração está. Então, sem titubear, parto em direção a ele...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vivendo

Já faz algum tempo que não escrevo nada para o blog. Tempo mesmo. E temo que até tenha perdido a habilidade de escrever, se é que um dia a possui. É que estou tentando viver fora das linhas, se é que vocês me entendem. Mas percebi, nestes tempos de ausências, que as coisas giram. O Sol gira. A lua gira. A Terra gira. Nós? Giramos... E, enquanto giramos, mudamos. Nos mudamos e mudamos, para nunca mais sermos os mesmos, a não ser que os múltiplos giros que damos nos levem aos mesmos lugares de outrora.
E eu estou vivendo, apenas. E acho que isso é muito mais do que achei que fosse capaz de fazer. Gostaria até de explicar melhor como isso funciona, mas nesses giros que dei, de uns tempos prá cá, acabei meio que me perdendo de mim mesmo, e agora apenas estou aproveitando a viagem. Se antes eu não estava muito certo de quem eu era, hoje já não tenho dúvidas de que estou certo de que não faço nem ideia de quem sou; apenas que muito do que escrevi há tempos atrás não me descreve mais; não se aplica mais a mim. O que sei é que tenho vontade ainda de escrever, embora sinta que não tenho mais a capacidade para tal. Mas este texto me reflete nisso - em minhas vontades e incapacidades.
Descobri, entretanto, qeu se perdi algumas habilidades, adquiri outras - posso sentir. Sim, sentir. Não só sentir como viver alguns sentimentos. E nem mais racionalizo tanto como costumava, e isso é bom e não é ao mesmo tempo. Penso que enquanto racionalizava muito, sentia muito, escrevia mais ainda e vivia pouco. E agora, racionalizo pouco ou quase nada, sinto muito e vivo muito. Ah, e escrevo pouco...
Mas talvez isso seja assunto para um outro texto.
Se é que ele um dia virá antes de me consumir...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desafio dos 7 - R E S P O N D I D O

Ok, ok!!!! Aceito o desafio imposto proposto pela Yeruska Totalmente Incomum de responder sete coisas sobre várias coisas. Em breve aqui estarão postadas as respostas. A quem quiser saber como é o desafio, deixo as perguntas aí embaixo, ainda sem respostas. 
E quem disse que eu as tenho?

[Agora sim! Aí estão as respostas. Estava com preguiça de pensar em alguém pra responder isso, então, quem quiser pode deixar o nome e o link nos comentários e se apropriar do questionário, ok? É de vocês...]


7 coisas que pretendo fazer antes de morrer:
Conhecer a Europa;
Conhecer o nordeste;
Aprender duas línguas estrangeiras;
Viajar de avião;
Ter um filho;
Escrever um livro;
Plantar uma árvore.

7 coisas que mais digo:
Não fui eu;
Não vi quem foi;
Quando eu cheguei já tava assim;
Não sei onde está;
Capaz? (no sentido de “não brinca?”);
Bah!
Não sou contra nem a favor, muito pelo contrário!

7 coisas que faço bem:
Dormir;
Comer;
Fuçar no PC;
Jogar videogame;
Dirigir;
Conversar;
Cozinhar;

7 defeitos meus:
Não terminar muitas das coisas que faço;
Me importar demais com os outros;
Gastar muita grana com bobagens;
Roer os dedos;
Ser exageradamente autocrítico;
Não me lembrar das coisas;
O sétimo esqueci...



7 coisas que amo:
Amar;
Viajar;
Cantar;
Violão;
Escrever;
Cinema;
Amar. (Sim, de novo!).

7 qualidades:
Sou sincero;
Otimista;
Persistente;
E até um pouco sentimental;
Luto pelo que quero;
Desde que isso não mate ninguém;
E sei que sou capaz de amar...

7 pessoas para fazerem o jogo dos sete:
Se
Quiser
Fazer
Este
Jogo
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Abaixo...